Archive for March, 2008

Empreendedor Precisa de Sorte? [Manifesto]

Tem acontecido um debate interessante no blog do Shirakashi, entre eu e o Daniel Heise

A polêmica é quanto e como a Sorte contribui para o sucesso! Vejam abaixo minha principal posição.

O maior perigo na crença de todos que participaram nesse post (da sorte fazer o sucesso), é influenciar os jovens de uma maneira a “fechar possibilidades” em vez de “ampliar possibilidades”, quando se diz que o sucesso depende de sorte, um fator que não podemos influenciar e trabalhar nele. Ficamos a mercê do destino! E o que acontece é o contrário pessoas trabalham muito e de forma correta, o cara tem sucesso, mas as vezes entra a sorte e o faz ter mil vezes mais sucesso que a maioria das pessoas. Ler Todo Debate

Minha Conclusão [update]

“O Sucesso é como surfar, você tem que estar preparado para a onda (sorte), para isso tem que ficar no mar (trabalho inovador, acreditanto). Só que você não sabe quando virá a onda (sucesso) e nem seu tamanho . Mas, se você tiver no mar com certeza a onda virá”

Frase [update2]

“Todos acham que ter talento é questão de sorte; ninguém pensa que a sorte pode ser uma questão de talento.”
[Jacinto Benavente, dramaturgo espanhol (1866-1954)]

Comments (2)

Tio Hédige afeta a Economia? [Sociedade]

Escrevi esse post inspirado no post de um amigo meuo Daniel do Aprendendo  Empreendendo. Eu gosto muito desse blog, porém nesse post sobre Economia eu entendi nada, então resolvi falar sobre o que eu entendo de Economia.

tiom.jpgEu vou falar de Economia, mas não vou falar da Luzia, da Josefina e nem do Hédige. Vou falar de empreendedorismo. Porque a economia é geração de riqueza, é empreendedorismo.

Hedge funds, juros, índice da bolsa de valores, risco-país consertam uma economia por uns meses talvez uns anos. Mas depois vem a dor-de-cabeça de novo! Agora se você cria uma nação empreendedora a economia fica sustentada por décadas.

O Estados Unidos é hoje a maior economia do mundo, não por causa do Tio Édige, mas porque a maior parte das coisas que consumimos hoje foram empreendimentos gerados lá 60 anos atrás (lembra que eu falei que o empreendedorismo dura décadas!). Pessoas como Walt Disney, Henry Ford, Alfred Sloan, Sam Walton são os exemplos desses milhares de pessoas que causaram isso na Economia americana.

E hoje como está a economia americana? Bem, o Tio Édige… ele não interessa! Mas quantos produtos usamos no nosso dia-dia que vêm dos EUA? São muitos, porém bem menos do que 10 anos atrás. Nosso celular favorito vem da Finlândia, nosso carro favorito vem do Japão, o software da nossa empresa foi feito na India , a tecnologia wireless da China, a mão de obra de todos os produtos de países asiáticos. Tirando os produtos da era de auge da economia americana de 60 anos atrás, temos o Iphone, e bem … o Iphone só.

Assim, O que afeta a Economia não é o Tio Édige, mas sim o Tio Steve Jobs!

jobs.jpg

Leave a Comment

Como Iremos Fazer Divulgação e Marketing? [Empresa]

Muitos têm se empolgado com os números que têm apresentado a Mídia Alternativa (é a divulgação em cartões postais em restaurantes e baladas, patrocínio de evento, painel em escada rolante de shopping, até anúncio em vídeos online e etc). E também com o crescimento da Mídia Online (banners e etc).

Muitos analisam o cenário: “Opa que legal mídia online e alternativa será o futuro!”

Eu vejo diferente para mim o cenário é: “Caramba! Não sabemos como fazer marketing e temos que usar um pouco de Midia Online e Midia Alternativa enquanto não descobrimos.”

Para mim o Marketing está indo mais para a apresentação abaixo que achei no Blog do Paul Isakson.

Comments (1)

Cara, Cadê meu Emprego?

Paul Graham,  fala de que trabalhar em corporações é anti-natural para o ser humano e que deveria sim trabalhar em empresas pequenas e empreendedoras.

boomerite.jpg

Houve a geração de Baby Boomers que teve seus aspectos positivos e negativos, há inclusive um livro que só trata da “herança maldita” dessa geração chamado Boomerite. Nossa geração é uma geração que ainda está para descobrir seu caminho, e ainda não tem nome… O Ricardo Jordão a chama de BabyBundas pela falta de iniciativa diante de tantas possibilidades!

Eu concordo com o Ricardo que temos muitas possibilidades desperdiçadas, dado o nosso acesso ao conhecimento e estarmos na economia do conhecimento (quanto custa 100 quilos de tijolo X uma consultoria de 4 horas à uma grande empresa).

Porém, vou aqui fazer a defesa de minha geração (alguém tinha que nos defender, rs)! Sim temos muito conhecimento a nossa disposição e de graça, porém como vamos tomar esse conhecimento em negócios (fazer uma fabriquinha da Era do Conhecimento) ???

Será que na nossa escolinha que nos fez decorar pro vestibular poderíamos ter aprendido isso?

Para aproveitar esse conhecimento, onde devemos ir? que tipo de curso fazer? com que falar? que livro comprar?

A questão é que não temos ambiente propício pra isso, eu busco fazer isso meio que batendo cabeça (criei a Via6 e o Rec6 com meu sócio)! Porém, isso é raridade e uma batalha difícil pelo fato de nossa geração não ter uma referência. Enquanto as gerações passadas bem ou mal, a escola e a sociedade preparava perfeitamente para exercer essa função e a nossa? Só nos resta ler muito (com muito prazer) as biografias de gente como Samuel Klein (criador da Casas Bahia), Jeff Bezos (criador da Amazon) e cia.

Comments (2)

Mito do Google 2 e Novidade do Yahoo

Meu artigo anterior Mito do Google, foi polêmico como eu imaginava. Porém, eu não imaginava que todos iam bater na mesma tecla, a qual já estava no artigo!

Eu não falei que automóvel elétrico não tenha futuro, o que eu questionei é a falta de FOCO e CONSISTÊNCIA da estratégia do Google. É muito diferente de fazer investimentos que podem vingar e de atirar para todo lado.

alvo.jpg

Novidades enquanto isso:

  • Yahoo faz novas experimentações em busca, é um pouco tarde mas a inciativa é boa. Pena que precisou estar a beira de ser vendida para fazer isso.
  • Foi quebrado um outro mito do Google, se trata dessa conversa de que 20% do tempo dos funcionários é para a inovação. O chamado Mito dos 20%. Isso só corrobora com a minha opinião de que o Google é uma empresa focada em aparecer inovadora, em vez de realmente o ser (com as desculpas de ser uma mídia espontânea e barata). E consegue fazer isso bem, porém por quanto tempo vai durar.
  • Clemente Nóbrega citou hoje (25/3) em seu blog algo interessante sobre o Google: “O Google não tem nem 10 anos, está de fralda ainda,portanto,não construam histórias épicas sobre ele.”

    Leave a Comment

    O Mito do Google

    O Mito do Google: O Google Vai Dominar o Mundo!

    A Realidade: O Google fez uma revolução, mas não sabe como fará para sustentá-la

    O que sustenta o Google não é uma estratégia consistente, mas sim um mito coletivo. Esse mito foi criado e é reforçado por dois grupos. O pessoal corporativo que vê o crescimento exorbitante do Google, e não consegue ver a sua incapacidade de manter tal crescimento. Mas a visão imediatista cria uma aura divina à empresa. E o público de Geeks (adoradores de tecnologia, normalmente jovens) que porque usam todas as dezenas de ferramentas do Google acham que ele já domina o mundo, sem levar em conta se são usadas em massa por não-geeks ou se esses serviços dão um centavo sequer para a empresa. Ou alguém acha que o Picasa (programa de imagens do Google) tem algum acesso relevante ou gera alguma receita simbólica que seja.

    Num pouco espaço de tempo a estratégia do Google era anúncios no Jornal, TV e rádio. Buscas em desktops que iriam revolucionar o mundo (para isso criaram o Google Desktop). Depois das divagações estão cada vez mais inclinados (pelas declarações dos executivos da empresa) a fazer anúncios em banner!

    Enquanto o Google fica brincando de fazer mapas das cidades, das estrelas e da Terra. Vemos pouquíssimas experimentações em buscas. Lembrando que o grande erro do Yahoo foi não ter comprado o Google por alguns milhões de dólares (bem no início da história da empreitade de Page e Brin), o Google bem que deveria comprar empresas de busca e pensar em novas possibilidades de buscas.

    Alguém acha que uma empresa manterá crescimento exorbitante em pleno século XXI com banners?

    O Mito: O Google é a Empresa Mais Inovadora

    Realidade: O Google é bom pra Fazer Farra e RP (Relações Públicas)

    Investir em restaurantes e campos de hockey para os funcionários, investir em carro híbrido ou em lançar dezenas de serviços web sem foco é bonito para aparecer na imprensa, mas não gera resultado.

    Pode ganhar respeito das pessoas ao se fazer essas coisas, mas nenhuma empresa está preparada para o futuro fazendo investimentos “bonitos” em vez dos que geram resultado. E mesmo sem foco, os serviços que realmente fazem sucesso (com exceção do Gmail) foram comprados pelo Google e não criados por ele (como o Blogger e o Youtube).

    Muitos dizem que o Google está certo em fazer investimentos enquanto tem dinheiro para tal. Concordo também, só que a questão é COMO esses investimentos são feitos.

    Alguém acha que um site de busca terá futuro e permanecerá relevante investindo em carro elétrico ou num site para ver estrelas?

    O Mito: O Google é uma empresa bem melhor do que o Yahoo

    Realidade: O Google é o Yahoo de 5 anos atrás.

    O Yahoo há 5 anos atrás era tida como uma empresa inovadora, que lançava uma série de serviços “tidos como inovadores” (Yahoo Shoposphere, Yahoo 360 e etc). Porém, hoje foi passada para trás pela sua incapacidade de se renovar. E até recentemente houve um executivo que fez o Manifesto da Pasta de Amendoim, apontando que a empresa criou dezenas de produtos sem foco e sinergia entre eles. Além disso, os seus serviços de maior sucesso hoje é o Flickr e o Delicious, ambos comprados e não desenvolvidos na “super-inovadora Yahoo”!

    O Google vai pelo mesmo caminho, daqui uns anos aparecerá um “Manifesto da Pasta de Dente” (o Google vai chamar assim porque é mais cool na imprensa). Dizendo que o Gmail, Google Maps, Youtube, Blogger e etc não têm sinergia.

    Alguém acha que o Google não está percorrendo o mesmo caminho que o Yahoo, o que o levou à atual crise?

    Participando do “Blogagem Inédita”

    Comments (18)

    Agência Tenta Comprar Opinião de Blogueiro de Graça

    Capítulo 1 (29/02/08): Agência Tenta Comprar Opinião de Blogueiro de Graça

    O Blog Futepoca publicou a tentativa da Agência Riot por email à ele:

    “Caso vocês aceitem escrever sobre o Ronaldo e o resultado no blog, comentários e etc, for positivo, em uma outra oportunidade podemos, quem sabe, firmar alguma espécie de parceria, ok? Este post que estamos sugerindo, seria uma espécie de Post Piloto. Dando resultados dessa vez, surgindo novas campanhas pertinentes ao seu blog, poderemos conversar novamente, ok?”

    Capítulo 2: A Notícia é Espalhada em Grandes Meios Digitais como o BlueBus

    Capítulo 3: 13/3 A Agência Riot se pronuncia e diz que demitiu funcionário.

    Capítulo 4: É questionada a ética da Agência Riot e da Nike no Blog Malvados

    [Update] Sai reportagem no Jornal Lance sobre o caso. Diretor da F/Nazca que subcontratou a Riot disse que não sabia que eles faziam esse tipo de coisa… Será? 

    Comentários:

    Esse negócio de Marketing Viral realmente é muito difícil de implementar. Porque é tornar algo espontâneo em algo forçado e controlado por um planejamento. Para mim é difícil fazer algo além de botar um vídeo no Youtube e rezar para que se espalhe.

    Eu já conheci uma agência que para divulgar uma grande marca de eletrônicos, criava usuário falso no Orkut recomendando a compra de tal produto.

    O que me estranha nesses processos é que eles não são claros, agências modernas falam que fazer guerrilha e marketing viral, mas não falam como. Coincidência ou não eu sempre entrei no site da Agência Riot para entender como eles trabalham na prática, e por lá não dá pra saber nada! É algo para se pensar.

    Os blogueiros também não têm comentado muito sobre o assunto, porque a Riot gera grana para eles. Com certezsa se ocorresse o mesmo no Estadão estariam todos falando sobre.

    Leave a Comment

    Por que não surge o Novo Jornal e a nova Publicidade?

    Já foi falado aqui da dificuldade que os jornais estão enfrentando em lidar com a Internet (contabilizando centenas de demissões nos grandes jornais americanos. Nesse contexto eles tentam se atualizar, a NewsCorp comprou alguns sites dentre eles o MySpace. E aqui no Brasil o Estadão lançou o Limão.

    A TV também não passa por bons momentos, e as agências e os sites de Internet não conseguem criar um modelo de negócio realmente convincente equivalente ao que da TV.

    Só que a grande questão é: Por que diante de tantos esforços não surge um Novo Formato de se Fazer Notícias ou uma Nova Publicidade?

    A resposta é que ninguém pensa em ganho de escala, só em idéias legais! É o que aconteceu em outra iniciativa recente os Newsgames, onde se produz jogos de Internet em Flash que representam notícias. Porém, esses jogos são artesanais e a príncipio muito difíceis de se obter escala.

    Imagem do Blog do Thiago Doria

    É como anúncios em blogs, querem usar formatos antigos de anúncios (o que já é questionável) em blogs que são locais de micro-nicho sem possibilidade de escala.

    A lição que fica para nós entusiastas do novo mundo é pensarmos em modelos para novas mídias e publicidade (1) com ganho de escala + (2) que seja coerente com o meio em que o usuário está no centro e nada lhe pode ser imposto.

    Leave a Comment

    Marketing Para Quê?

    “A riqueza, obviamente, não é o bem que procuramos, pois o único propósito a que se presta é o de proporcionar os meios para se obter algo mais.” - Aristóteles

    Qual é o “algo mais” de sua empresa?

    Qual é o “algo mais” no seu cargo / profissão?

    Qual é o “algo mais” na sua vida?

    “Algo mais” é o propósito, o porquê. Sem “algo mais” é ficar no lugar comum, na ordinaridade!

    Sempre me impressionou as empresas, os departamentos e os profissionais serem medidos pela capacidade de dar lucro. E o propósito, o algo mais não entrar em nessas avaliados.

    Leave a Comment

    Marketing além da Publicidade

    Nessa semana a Editora Abril fez uma ação de Marketing com sua Revista “Revista da Semana” bem diferenciada.

    Revista da Semana é uma publicação bem bacana na minha opinião, que seria equivalente à Veja, Época e Istoé. Só que bem objetiva e rápida de ser lida. Com poucos anúncios (também porque não deve vender) e mostrando sempre dois pontos de vista.

    Essa revista apesar de interessante sempre fica encalhada nas bancas (apesar de ser bem mais barata que a Veja e seus equivalentes).

    Chris Anderson tem feito barulho recentemente ao anunciar a teoria do Freeconomics, a economia do gratuito. E a Revista da Semana aproveitou o hype do assunto para oferecer sua revista de graça nas bancas (isso mesmo! de graça).

    1) Essa ação é muito legal porque “casa” um acontecimento recente, um conteúdo da revista (o produto) e a divulgação.

    2) Apesar da criatividade (essa sim que interessa a que vende!), acho que dará pouco resultado. O assunto não é tão forte para pessoas fora das novidades da Internet (98% das pessoas) e além disso por ser gratuito pode remeter a algo meio desesperado para vender.

    Conclusão: No ponto de vista de paradigma de divulgação foi excelente, mas a ação poderia ser melhor a ponto de dar mais resultados. Faltou abrangência e cuidado com a marca.

    [UPDATE] O Renato me disse que a Revista da Semana tem esse aspecto negativo de ter seu valor mal-visto por ser distribuído de graça, também pelo seu Design. Essa revista é paga mas sua editoração é bem pobre, equanto o jornal Metro (aquele que é distribuído nas ruas) tem uma editoração bem mais bonita.

    Leave a Comment