Cara, Cadê meu Emprego?
Paul Graham, fala de que trabalhar em corporações é anti-natural para o ser humano e que deveria sim trabalhar em empresas pequenas e empreendedoras.
Houve a geração de Baby Boomers que teve seus aspectos positivos e negativos, há inclusive um livro que só trata da “herança maldita” dessa geração chamado Boomerite. Nossa geração é uma geração que ainda está para descobrir seu caminho, e ainda não tem nome… O Ricardo Jordão a chama de BabyBundas pela falta de iniciativa diante de tantas possibilidades!
Eu concordo com o Ricardo que temos muitas possibilidades desperdiçadas, dado o nosso acesso ao conhecimento e estarmos na economia do conhecimento (quanto custa 100 quilos de tijolo X uma consultoria de 4 horas à uma grande empresa).
Porém, vou aqui fazer a defesa de minha geração (alguém tinha que nos defender, rs)! Sim temos muito conhecimento a nossa disposição e de graça, porém como vamos tomar esse conhecimento em negócios (fazer uma fabriquinha da Era do Conhecimento) ???
Será que na nossa escolinha que nos fez decorar pro vestibular poderíamos ter aprendido isso?
Para aproveitar esse conhecimento, onde devemos ir? que tipo de curso fazer? com que falar? que livro comprar?
A questão é que não temos ambiente propício pra isso, eu busco fazer isso meio que batendo cabeça (criei a Via6 e o Rec6 com meu sócio)! Porém, isso é raridade e uma batalha difícil pelo fato de nossa geração não ter uma referência. Enquanto as gerações passadas bem ou mal, a escola e a sociedade preparava perfeitamente para exercer essa função e a nossa? Só nos resta ler muito (com muito prazer) as biografias de gente como Samuel Klein (criador da Casas Bahia), Jeff Bezos (criador da Amazon) e cia.



Daniel Heise Said,
March 27, 2008 @ 2:25 am
Eu discordo da visão do Ricardo Jordão de que os nascidos entre 1976 e 1994 são “baby bundas”. Acho que ele quer fazer barulho e como ele mesmo diz “quebra tudo”, mas acho que ele erra feio ao fazer essa generalização. O que distingue a geração das outras, ou a característica que melhor descreve a semelhança entre os nascidos naquele tempo não tem nada a ver com o que ele coloca.
Para detalhar melhor minha opinião descrevo o que vejo nas faculdades. Na GV, por exemplo, os professores falam que o papel da fundação não é mais garantir a “empregabilidade’ do seu aluno como até então era o objetivo, e sim a sua “empresabilidade” (capacidade de montar um novo negocio). Quem está na faculdade hoje deve ter nascido, na média, entre 1985 e 1991, ou seja, seriam os tais “baby bundas”. Não é o que eu vejo quando vou lá. Muito pelo contrario, vejo um monte de jovens querendo empreender e buscando ferramentas para tal. Vamos incentivar esse pessoal de outra forma! Não acho que chama-los de bundões seja o melhor caminho, soa até arrogante.
Diego Said,
March 27, 2008 @ 10:30 pm
Exatamente isso Daniel! Quando vemos o mundo diferente do nosso ideal temos duas coisas a fazer: uma é “quebra tudo” e apenas criticar (o que é muito fácil) e outra é “construir tudo” mergulhar no problema e trabalhar colaborando (e não impondo) para que consigamos fazer uma realidade diferente.
Tenho certeza que os alunos da GV não saem nem 10% deles empreendedores, porém está sendo construída essa realidade. Há uma inquietação dos alunos para a possibilidade do empreendedorismo, e dos professores também em conseguir mudar o paradigma da Faculdade. Eles com certeza hoje não são bons, mas estão construindo um lugar melhor para estudar, e que uns 5 anos tenho certeza que um novo paradigma estará surgindo.