Archive for August, 2008

Brandgame: uma visão fora do senso-comum de Marketing

Acabei de descobrir o blog Brandgame, se trata do blog da consultora em Marketing, Monica Sabino, especialista em Branding. Ela mantém seu blog bem ativo e sempre com opiniões bem críticas em relação ao mundo do Marketing sempre propondo novas visões para as empresas!

Cheguei a ela por esse artigo sobre o Google e o Branding… onde ela fala que há um enorme paradoxo quando o Google investe quase nada em Branding e é uma das marcas mais valiosas do mundo. Enquanto as empresas que mais investem em Branding não estão entre as mais valiosas do mundo. Vale a pena ler e guardar nos seus favoritos!

Além do conteúdo rico do blog, é interessante ver como ela é antenada em Marketing mesmo (sem aquela idéia horrível de “casa de ferreiro, espeto de pau”) e marca presença na web com seu site, blog, perfil na Via6 e Linkedin , links no delicious e até um albúm de fotos no Flickr. Só falta, em termos de “Marketing 2.0″, um pouco de sinergia entre as ferramentas, design e se relacionar mais com os blogs (no blogroll da Brandgame tem sites institucionais e apenas um blog).

OBS: Todos os blogs têm (ou deveriam ter) uma seção chamada “Blogroll” que fica normalmente na coluna direita. Essa parte é para os blogs se indicarem e criar uma verdadeira rede de troca. Porém, muita gente apenas colocam blogs que gostam lá e não fazem uma introdução… agora conforme eu for colocando blogs no meu Blogroll eu vou fazer uma apresentação sobre cada um como nesse post.

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RH: Uma conversa sobre jovens sem jovens

Recentemente a Você S/A organizou um encontro entre o pessoal de RH sobre como lidar com os profissionais da geração Y (as pessoas hoje que têm menos de 30 anos).

A questão levantada pela revista é: “Criados em um mundo dominado pela tecnologia, eles são ágeis e estão acostumados a realizar diversas tarefas ao mesmo tempo. Porém, são muito questionadores e inquietos. Como lidar com esses jovens? E como tirar proveito de suas competências e habilidades? Essas foram as perguntas que nortearam o primeiro Café com VOCÊ-RH do ano…”

Veja pela foto ao lado que no evento tinha um monte de gente e diversas colocações no texto sobre o evento. Só que há ninguém da dita geração Y (com menos de 30 anos). Isso que me chama a atenção em todas as discussões bacanas que surgem por aí é que parece que sempre está faltando alguém na conversa… justamente os atores da discussão!

Isso infelizmente é algo corriqueiro, debates sobre pobreza só / apenas / exclusivamente com gente chegando de carro importado, conferência sobre racismo com uma doutora neta de alemães falando. Não defendo de forma alguma que todos atores possam colocar uma visão crítica e contribuir de forma fácil, nem invalido os especialistas acadêmicos, tanto que nesse evento houve comentários interessantes:

“Antes nós os selecionávamos. Hoje, são eles quem nos escolhem… …eles estão atrás de desafios, bons projetos e querem ter prazer no que fazem.”

Entretanto, meu ponto é que para qualquer debate realmente rico ou planejamento de uma empresa, para real conhecimento da causa precisamos da diversidade, de pessoas que pesquisam e analisam como também as que vivem a situação. Em vez, da idéia elitista que somente executivos com MBA ou pesquisadores vêem a realidade.

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Nas organizações há reflexão ou terceirização dela?

Esses dias li na Biz Revolution sobre um palestrante que até então eu não conhecia (David Maister)… Olhe o que como ele trabalha:

Maister simplesmente não faz palestras para qualquer um. Se ele perceber que o cliente não sabe o que quer, ele não vai. A palestra que eu comentei acima que aconteceu em São Paulo, quase não aconteceu. Ele não sentiu firmeza dos advogados e não queria vir nem por 80 mil reais. Ele não fala para boçais que procuram maneiras de se motivar, ele quer mudar as pessoas que querem mudar. - Biz Revolution

Quando li sobre isso me veio a questão de como é comum as empresas fazerem mega-eventos ou mega-planejamentos detalhados ao máximo e não saberem o que realmente precisam, querem e desejam de modo simples e objetivo. Parece que a prática nas empresas é buscar soluções prontas de prateleira (até de palestrante), em vez se questionar de sua real necessidade e aí sim buscar quem no mercado pode ajudar.

Mas por que isso acontece? Simples, é de fato muito mais fácil terceirizar a reflexão do que pensar e repensar o modo como são feitas as coisas. Faz parte da rotina das organizações frases do tipo “vamos fazer uma pesquisa para saber o que devemos fazer”, “vamos chamar a consultoria X para nos dizer o que acham disso” e etc.

O importante é ver que não há absolutamente nada errado em fazer pesquisas ou contratar consultorias, pelo contrário é um exercício muito valioso se não for encarado como uma terceirização do pensamento, de gastar neurônio. Mas, como um apoio depois que se pensou bastante e se aprendeu muito em equipe sobre as visões e conhecimentos de cada um.

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Em defesa da Web 2.0 e ataque à Web 3.0 - Meus Artigos

Porque ignorar a Web 3.0 e apoiar a Web 2.0 (WebInsider - 12/08/2008)

“No entanto, sempre defendi e ainda defendo o termo web 2.0, pois ele foi um conceito necessário para que as pessoas que lidam com a internet de alguma maneira (todas as pessoas e de todas profissões praticamente) saibam separar o joio do trigo.

Esse termo, apesar da chiadeira, foi importante pois tornou claro e didático um novo paradigma para todos, desde quem programa sites, pertence ao RH das empresas, lidera uma equipe ou simplesmente gosta de por vídeos engraçados no Youtube.”

Caretice 2.0: histeria coletiva contra a inovação (Época Negócios - 08/11/2007)

Como Conseguir Investimento pra Sua Idéia? (Blog6 28/09/2007)

O desafio dos negócios na nova internet (Época Negócios - 20/08/2007)

Quando 1% é muito: também é assim na vida real (WebInsider 19/06/2007)

Por que não surge um Google no Brasil? [link para IMasters] (Seja seu Patrão! - Pequenas Empresas Grandes Negócios e Imasters)

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Arnaldo Jabor concorda comigo sobre Gestão de Pessoas

Foi muito legal ver hoje de manhã o post do Clemente Nóbrega que ele postou na Sexta em seu Blog falando sobre gestão, o qual ele resgatou uma entrevista do Arnaldo Jabor de 1997, que saiu na Veja. O que ele disse foi algo parecido com o que postei Domingo passado no post Gestão de Pessoas X Motivação que eu dizia:

A verdadeira gestão de pessoas é nem um pouco charmosa, nem intelectual, muito menos exige grandes verbas. Há nada de fins-de-semana fazendo rafting, análise sub-quântica do propósito da vida dos colaboradores ou uma comunicação engraçadinha sobre os objetivos da empresa… é simplesmente primeiro ver o que poderíamos estar fazendo melhor em nossa área e depois ver a empresa como um todo o que poderia estar fazendo de melhor no mercado.” Diego Monteiro

Enquanto Jabor disse:

As mudanças que têm de ser feitas no Brasil estão catalogadas cientificamente. Só que não têm a grandeza épica com que tantos intelectuais sonham. São um pouco mais sem graça. Com a diferença de que funcionam… Como é que você vai mobilizar partidos, opinião pública, pessoas, em função de coisas não muito atraentes? Coisas que não têm a clareza de um belo slogan: ”Proletários uni-vos” ou “o imperialismo americano nos destruiu”. Esses slogans são muito mais legíveis do que “reforma disso, reforma daquilo”…
… O ideólogo odeia o concreto. O ideologismo me dá medo porque prescinde do estudo, da técnica, da análise. O sujeito nomeia o presidente do Instituto Nacional do Câncer só porque ele é de esquerda - e não existe câncer de direita, câncer de esquerda. Eu tenho medo dessa falta de objetividade que o ideologismo estimula.” Arnaldo Jabor

Parece que a prática para melhorar as empresas e o país é simples e há tempos se sabe do como fazer (eu não descobri isso agora, nem o Jabor 11 anos atrás). Porém, o grande impedimento é o modelo mental e os reais interesses de quem está nas lideranças das organizações (públicas ou privadas) e de quem os patrocina de alguma maneira (os colaboradores, clientes, eleitores e etc).

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Como fazer a verdadeira Inovação?

“Diversidade cultural não é colocar um negro, um mexicano, um alemão e um praticante de yoga vegetariano no mesmo departamento. Ser uma empresa focada na diversidade é colocar pessoas diferentes (em termos de formação) para tocar projetos conjuntos.

Colocar um adolescente hippie como Steve Jobs em um departamento de planejamento traria para a IBM esta visão de que a revolução estava nos quartos e não nos escritórios. Colocar um nerd cheio de caspa em um departamento de planejamento estratégico traria para a IBM a visão de que a propriedade de um produto (computador-hardware) seria um bem menos valioso do que a concessão de um serviço (cd - software).” Ubiratan

Agora a verdadeira questão é: “Por que os homens de negócios formados em Harvard investem em Phd´s numa equipe homogenea, se até eu e o Ubiratan com nossa modesta formação e experiência sabemos que eles não construirão o futuro?”

A questão é que eles sabem disso, porém é muito melhor levar para os acionistas que se está investindo 3 bilhões de dólares nos “Phd´s homogêneos” do que 3 míseros dólares no moleque com caspa. Isso tem a ver com a preocupação básica de um executivo pelo “design” das corporações, que é garantir sua estabilidade e não empreender!

Já alguns movimentos diferentes, como CEO´s que são medidos pelo desempenho das ações daqui 10 anos e a própria “modinha” da inovação por pessoas jovens e amalucadas ajuda nisso. Legal né!

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Gestão de Pessoas X Motivação

O Ubiratan iniciou uma discussão em seu blog sobre “Gestão de Pessoas X Motivação”, eu repliquei no meu blog de links favoritos Meus Links. Depois o Shira comentou no seu blog e o Daniel Heise também e agora eu estou fechando o ciclo (isso que é colaboração em rede, cada um dando sua contribuição).

“Muitos gerentes e diretores ainda confundem motivação com Gestão de Pessoas. Eles ficam preocupados em motivar ao invés de estarem focados em criar um ambiente de aprendizado dinâmico que gere inovações” - Ubiratan

“Uma empresa com recursos de motivação, mas sem gestão de pessoas é como uma mulher bonita e burra. Só é útil para mostrar para os outros.” - Shira

“Outro problema crônico para os que “praticam” a gestão de pessoas é a preguiça. Como é bem difícil articular e comunicar um projeto empresarial, a saída mais fácil é atrair e “reter” pessoas com mimos e regalias. Perigoso.” - Daniel Heise

O Ubiratan matou a questão quando disse que o grande problema é quando as empresas confundem motivação com gestão de pessoas… uma vez um guru de auto-ajuda, Roberto Shinyashiki, disse “ofendendo” a própria classe: “o problema do Brasil é o burro motivado”. Ele quis dizer sobre as pessoas que ficam animadas, ficam realmente orgulhosas e satisfeitas do lugar que trabalham e topam dar o sangue pela empresa… mas fazendo vendas não-eficientes, acabam atendendo o cliente com boa-vontade mas de forma demorada e etc…

A verdadeira gestão de pessoas é nem um pouco charmosa, nem intelectual, muito menos exige grandes verbas. Há nada de fins-de-semana fazendo rafting, análise sub-quântica do propósito da vida dos colaboradores ou uma comunicação engraçadinha sobre os objetivos da empresa… é simplesmente primeiro ver o que poderíamos estar fazendo melhor em nossa área e depois ver a empresa como um todo o que poderia estar fazendo de melhor no mercado.

Nesse sentido, o Ubiratan colocou dois cases em seu blog um da Nutrimental e outro da GE.

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Como são as pessoas que trabalham na Toyota e na GM?

GM tem prejuízo recorde de US$ 39 bilhões - NOV/07

Perdas são as maiores da história da empresa em um trimestre. - G1

Toyota e Sony desenvolvem robô para transporte pessoal rival do Segway

A Toyota demonstrou nesta sexta-feira (01/08) um aparelho de transporte pessoal similar ao Segway chamado Winglet baseado parcialmente nas tecnologias robóticas da Sony. - IDG NOW

Como a GM lida com as novidades…

No início da década de 80, Jack Smith, executivo em ascensão na GM, foi ao Japão estudar as operações de montagem e estampagem da Toyota, algo que ninguém na companhia havia feito antes. O que ele descobriu foi que a GM precisava mais do que o dobro de pessoas da Toyota para produzir o mesmo número de carros. Quando apresentou suas descobertas, a reação foi de total incredulidade. Seu relatório foi descartado. A GM estava em negação tão profunda que perdeu uma explicação simples: sua estrutura era inteiramente diferente da da Toyota, assim como de todos os outros fabricantes de automóveis. - Época Negócios

Talvez a diferença entre as pessoas da Toyota e as pessoas da GM, seja que na Toyota as pessoas trabalham pelo transporte das pessoas, esse é o propósito delas. Enquanto na GM, as pessoas trabalham pra manter o passado, a empresa vira um fim em si mesmo, em vez de um meio para servir a um propósito.

Atualizado: Para ver quando vai ser lançado e o vídeo do produto da Toyota em ação clique aqui.

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