Archive for September, 2008

Entrevista com Fábio Seixas - Parte 1 - Empreendedorismo

Li recentemente uma entrevista do Fábio Seixas, criador do site de comércio eletrônico Camiseteria, que fatura mais de 1 milhão de reais por ano com apenas 7 funcionários! A entrevista foi no blog Biz Revolution, lendo a entrevista fiquei com vontade de fazer mais perguntas e usei meu blog para isso!

Separei a entrevista em duas partes, a primeira sobre Empreendedorismo… que fala mais da parte de criar um negócio do zero, sobre inovar! E na segunda parte que postarei amanhã, trata de Marketing. Como as empresas podem repensar o Marketing na época em que as pessoas se agrupam em comunidades virtuais e redes sociais, além de toda tecnologia disponível (e barata) para melhorar o valor dos produtos.

Empreendedorismo - Camiseteria

1) Você poderia falar um pouco sobre a história do Camiseteria e seus números atuais. Como começou o camiseteria? Quantos funcionários tinham e como você conseguiu investimento para implementar a idéia? Atualmente tem quantos funcionários e faturamento? Qual é o crescimento atual?

O Camiseteria começou quando eu e meu sócio, Rodrigo David, enxergamos a oportunidade de desenvolver o modelo de negócios de concursos de estampas aqui no Brasil. Isso foi no final de 2004. Em 2005 começamos a desenvolver a empresa e em agosto desse ano, conseguimos lança-la ao público.

Atualmente são 7 pessoas trabalhando no Camiseteria. Uma equipe pequena e muito motivada. Nosso investimento inicial foi feito pelos próprios sócios e através da ideia de que seria possível vender camisetas com desconto para nossos amigos antes mesmo da empresa existir, apenas com a idéia na cabeça. Dessa forma, vendemos a oportunidade de comprar camisetas com 50% de desconto 4 meses antes de empresa sequer ser lançada. Com isso, levantamos todo o capital necessário para criar a empresa. Atualmente crescemos num ritmo muito bom, aumentando nosso faturamento mês a mês. Em 2008 devemos dobrar nossso faturamento em relação a 2007.

2) Vocês se inspiraram no Threadless para fazer o site… Porém, como vocês desenvolveram a logística do negócio? Foi na tentativa e erro, já tinham experiência nisso ou fizeram benchmark e pesquisa por ai?

Eu criei minha primeira empresa de e-commerce em 1997 quando existiam poucas iniciativas. Era uma loja que vendia posters. Nessa época adiquiri algum conhecimento de logística, mas foi no Camiseteria que as coisas aconteceram pra valer. Aqui desenvolvemos nossos próprios processos e ferramentas. Basta um pouco de criatividade e bom senso. E muita tentativa e erro.

3) Você esteve no ano passado no evento de startups em São Francisco (EUA), o TechCrunch40 e teve contato com diversos empreendedores americanos. A que fatores você acha que há muito menos startups no Brasil do que nos Estados Unidos? Muitos apontam que um dos fatores é a falta de Venture Capital nas terras brasileiras, porém isso talvez não seja conseqüência e não causa do baixo número de empreendedores?

Sim, existem muito mais startup nos EUA do que no Brasil, mas isso não significa que hajam poucas startups por aqui. O Brasil é um país empreendedor por natureza. O que dificulta nem é tanto a falta de acesso a capital, mas sim a burocracia excessiva. Também não acho que valha copmparar EUA com Brasil no tangente a Venture Capital. A economia americana é muito maior e mais dinâmica. O Brasil ainda tem um longo caminho pela frente para criar um ambiente favorável ao empreendedorismo.

Eu defendo que não é preciso muito capital para criar uma empresa. O Camiseteria é a prova viva disso. Defendo, na maioria dos casos, o conceito de Bootstrap como forma de viabilizar financeiramente uma startup.

4) Se você voltasse no tempo para a época do início do Camiseteria, o que você teria feito diferente?

Acho que não mudaria muito. Até porque os erros fazem parte do aprendizado. Se não tivesse errado nada, não teria aprendido nada.

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As pessoas querem Igualdade Social?


Sempre surge nas discussões sobre a sociedade a questão de “como alcançar a igualdade social?”… Porém, a chave para a inovação ou para a solução de problemas é repensar as perguntas em vez de achar respostas. É muito mais uma questão de mudar os nossos modelos mentais do que, nesse caso, investir milhões em programas assistenciais ou estabelecer políticas públicas não-produtivas.

James Roberts ao ser questionado pela Veja sobre como proporcionar igualdade social reformulou a pergunta e trouxe uma nova visão sobre as necessidades de uma sociedade.

Pergunta da Veja: “A liberdade econômica é capaz de diminuir a desigualdade social de um país?”

Roberts: “Em primeiro lugar, é preciso definir o que vem a ser igualdade social. Esse conceito pressupõe que todos sejam forçados a viver em casas idênticas, ganhar os mesmos salários, comer as mesmas comidas e acreditar nos mesmos valores? Essa abordagem totalitária já foi tentada na União Soviética e está em pleno vigor em Cuba. Os resultados foram e são desastrosos, para não dizer trágicos.”

“As pessoas não nascem iguais. Elas possuem habilidades e talentos próprios. Cada uma deve decidir sozinha o que quer fazer da vida: se prefere tabalhar duro ou levar uma existência mansa e tranquila. O principal papel do governo não é ir contra essa realidade e forçar algo que não existe nem existirá. O bom governante é aquele que oferece oportunidades iguais para todos buscarem a própria felicidade. O capitalismo promove níveis desiguais de prosperidade. Como diria o estadista Winston Churchill, isso é muito melhor do que produzir miséria igual para todos, como faz o socialismo.”

É fato que na sociedade brasileira há “necessidades não-atendidas”, mas talvez não seja a de igualdade de benfícios, mas sim de oportunidades (que o pessoal que gosta do bolsa-família não nos ouça). Isso quer dizer poder de escolha de como vai viver. Quando se pensa qual é o modelo melhor se o Socialismo ou o Capitalismo, é só ver o que as pessoas querem, e isso é o principal motor que deve mover uma nação e seu sistema político-econômico. Isso é muito fácil de responder: Quantos americanos arriscam sua vida para entrar ilegalmente em Cuba (socialismo, com igualdade social). E quantos cubanos fazem o contrário pára entrar nos Estados Unidos (capitalismo, com igualdade de oportunidades)

*Trecho da Veja retirado do blog Aprendendo Empreendendo

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Pessoas empreendedoras

Empreendedorismo têm muitos significados e é um termo amplo. Porém, diz respeito a pessoas que têm fazem grandes esforços para que as coisas se realizem de forma diferente e inovadora.

Muitos pensam que apenas donos de negócios são empreendedores, porém sempre brinco com uma questão: “Quem é mais empreendedor, o executivo que promoveu o Activia da Danone que hoje é responsável por 25% do faturamento da empresa ou um dono de uma franquia do McDonald´s que implantou todo seu negócio segundo os manuais?”

Pessoas empreendedoras são mais do que pessoas que sabem escrever plano de negócios ou bons administradores, elas se apaixonam pelo novo e odeiam a rotina. A paixão é a diferença fundamental entre elas e as pessoas que fazem por fazer ou pelo salário no final do mês.

O Bob Wolhein escreveu em sua coluna recentemente alguns comportamentos de quem é empreendedor! Dentre as quais eu destaquei alguns desses:

“Quando você está de férias, olha um outdoor, revista ou ouve parte de um papo num restaurante e tem uma boa idéia de negócio.

Consegue ficar feliz descrevendo coisas que ainda não há, mas que você fará existir.

Precisa conversar horas e horas sobre seu trabalho e o seu projeto/sonho.

Acorda cedo e feliz.

Sempre googla coisas relativas ao seu trabalho.

Você não entende quem acha que trabalho é um saco.” - Bob Wolhein - WNEws

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Uma conversa sobre Internet com internautas

Comentei aqui no post, RH: Uma conversa sobre jovens sem jovens, como é importante a participação da diversidade e das pessoas que vivem a situação na pele nas discussões junto com os pesquisadores e teóricos.

Foi o que oportunamente aconteceu no evento Seminário Info sobre Redes Sociais, onde houve uma discussão sobre o uso do Orkut pela empresas e chamaram o Yvan Lima (criador de uma das maiores comunidade do Corinthians no Orkut) para participar da conversa.

E é aí que o debate ficou rico, por misturar tanto o pessoal de empresas e agências de publicidade com alguém que pertence ao grupo de pessoas a ser estudado (um orkuteiro). O papo foi bom e serve de exemplo para todos aqueles que procuram criar debates ricos.

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