Archive for November, 2008

Liderança na Estratégia - Os “Executivos Poste”

No post anterior ao falar sobre o líder tipo “Obama” que tem uma missão e visão quando atua, foi inevitável também pensar no profissional tipo “Lula” sem um propósito mais profundo, que o centro de suas motivações é sua auto-promoção e o carisma é a sua competência-chave.

Pensando nisso, os resultados pode ser alcançado mesmo por um líder desse que é um “Executivo Poste”… Resultado, que é a medida para tudo no mundo dos negócios. A explicação está abaixo:

“como disse o comentarista esportivo Jorge Kajuru ‘O Dunga até pode levar a Copa, como um poste também conseguiria com a qualidade dos jogadores brasileiros’. E isso é o que acontece com os Líderes sem causa (Lula e CEOs com estilo da Era Industrial), eles estão em contextos perfeitos que até um poste conseguiria resultados. Lula herdou uma economia acertada pelo Fernando Henrique e com o mundo em pleno crescimento. Muitos presidentes de grandes empresas não precisam criar nada novo só usar seu poder junto a outras mega-empresas e o governo ou surfar no crescimento do mercado.”

Agora vou aprofundar como pode ser visto um “Executivo Poste” em contraposição ao “Executivo Líder”, a diferença está que o primeiro está disfarçado de líder e o segundo o é realmente, assumindo todo o preço e as responsabilidades de agir como tal (que não são poucas).

Para especificar como cada tipo de executivo age devemos pensar nas duas situações básicas me que uma empresa pode se encontrar: (1) A empresa está muito bem financeiramente (lucrativa) e (2) A organização está mal das pernas (prejuízo).

A diferença está na concetração de esforços, o Executivo Poste na época de lucro passa a “gastar” o dinheiro e ficar bem com o pessoal. O Executivo Líder, por sua vez, pensa estratégicamente (não em si ou para benefícios de curtíssimo prazo da empresa). Enquanto nos tempos de vacas magras o Executivo Poste se considera uma vítima pronto a fuzilar milhares de desculpas: “é o mercado, é essa nova lei, os clientes não entendem do meu produto….” o Executivo Líder diz “precisamos descobrir com urgência rever nossos modelos mentais sobre o mercado e nossas linhas de ofertas, precisamos inovar para passar por isso”.

Continua no próximo post.

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Liderança e Missão de uma Empresa: a lição de Barack Obama

No post anterior eu havia falado sobre a inovação de Obama de Marketing ao usar redes sociais e a Web 2.0 para se promover (ele tem mais de 1 milhão de “amigos” no Facebook).

Os dias se passaram e o favoritismo do candidato que tem unanimidade no mundo se comprovou nas urnas americana. Barack Hussein Obama é o novo presidente dos EUA!

Seguindo meu post anterior surge inevitavelmente uma questão, essa vitória significa uma vitória do Marketing na Web 2.0? Não, isso não foi uma vitória da publicidade em redes sociais. Mas sim de uma estratégia com (1) propósito e (2) divulgação adeqüada (redes sociais). A raiz do sucesso obtido é a missão, o porquê de sua empreitada! por causa disso Obama engajou todo mundo em torno de seu propósito, sua causa. E as redes sociais serviram apenas (e não menos importante) como um catalisador dessa intenção.

Acho até engraçado como nas corporações e o pessoal de publicidade, pensa que a publicidade, o meio, é um fim em si. Me espanta ver milhões investidos em mídias, estratégias e etc sem nenhuma causa! Felizmente tem surgido uma onda de relevância da mensagem, de que a melhor estratégia é mexer no produto, da empresa ter uma causa e gerar evangelistas (Buzz Marketing), que parece ser o início de que as empresas vão acordar para a realidade.

A demonstração dos resultados de se ter um propósito foi vista com o Obama em seu discurso da vitória. Se tratou da fala de um estadista e não de um triunfalista! Obama não deu um sorriso, não tinha que dar mesmo! Ele está atrás de mudança e não de ser o 1o presidente negro a se eleger e provar pra todo mundo que ele pode! Não, ele está tenso! Porque agora que vai começar o seu trabalho.

Como seria o Obama se seguisse o comportamento e compromisso das empresas tradicionais? Igualzinho o Lula… quando o Lula foi eleito ele disse sorridente e emocionado: “nunca duvidem da capacidade de alguém da classe trabalhadora de vencer na vida”. Para o Lula não tinha causa, propósito, nada disso. Se tratava de uma vitória pessoal.

Mas alguém pode dizer: “Poxa, mas não precisa desse troço de propósito! O Lula conseguiu excelentes resultados, tanto que conseguiu recorde histórico de aprovação pela população!”. “Ahh Diego, você também fala dos líderes empresariais (CEO´s) que não tem uma causa, porém suas empresas muitas vezes tem muito sucesso”.

Para esse tipo de pensamento há uma resposta simples que está numa citação do polêmico comentarista esportivo Jorge Kajuru “O Dunga até pode levar a Copa, como um poste também conseguiria com a qualidade dos jogadores brasileiros”. E isso é o que acontece com os Líderes sem causa (Lula e CEOs com estilo da Era Industrial), eles estão em contextos perfeitos que até um poste conseguiria resultados. Lula herdou uma economia acertada pelo Fernando Henrique e com o mundo em pleno crescimento. Muitos presidentes de grandes empresas não precisam criar nada novo só usar seu poder junto a outras mega-empresas ou o governo.

O que importa de verdade para um líder é a escolha que divide os que ficam para a história ou os que conseguem uma vitória pessoal. Essa escolah na realidade se trata de servir a um bem comum ou ao bem próprio. Ter e gerar milhões de reais ou impactar positivamente milhões de pessoas.

OBS: Aos que acham que sou otimista demais com o Obama, não sou não. Não acredito nisso que dizem “ah, mas ele não vai parar a guerra totalmente” “ah, ele não vai tirar os subsídios que atrapalham o Brasil”. Porque ele nunca quis ser presidente do mundo, atender ao mundo. Mas sim aos EUA, ele é presidente de lá. Ele mesmo disse em seu discurso que as pessoas vão cobrar resultados no primeiro ano, mas eles so virão em quatro ou mais.

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Estratégia empresarial e Política - As lições de Marketing de Barack Obama

Estratégia, como eu sempre digo aqui no blog, está presente em todos momentos em nossa vida e inclusive na política (obviamente).

Sempre acompanho a política com o olhar estratégico, e aproveitei que houveram eleições municipais recentemente e que é o dia de votação para o presidente dos EUA para fazer algumas considerações.

Obama é a versão americana do Lula, só que com curso superior completo (e ainda em Harvard, diga-se de passagem). Carismático e inteligente, ele representa o diferente, o novo, a MUDANÇA ! Mote usado pelo nosso atual presidente para vencer a eleição de seu primeiro mandato. Tanto que Obama usa o lema “Change - We Can Believe in it”.

Independente de vencer ou não, Obama deixará um grande legado para as empresas quando o assunto é Marketing! Ele usou todos os recursos da Web 2.0, com direito a twitter, blog e etc… para se comunicar com a chamada Geração Y, tanto que ele é o responsável por levar a maioria dos jovens às urnas.

A lição de Marketing do Obama que ficará para as empresas é:

1) Dê uma causa para o seu cliente!

Obama deu a causa da mudança, gerou impacto emocional e engajou os eleitores americanos. Assim, a sua mensagem não saia apenas das campanhas publicitárias, mas também do boca-boca das pessoas, e de campanhas geradas pelos próprios eleitores (que é conhecido no Marketing como CGM - consumer generated media). O maior exemplo disso foram os vídeos e blogs criados na Internet espontâneamente, dentre os quais a que mais se destacou foi a Obama Girl, uma garota que inventou uma música e clipe para o candidato, o qual teve mais de 10 milhões de visualizações no Youtube!

2) Tenha uma presença online!

Até uns dois anos atrás ainda tinha gente que falava: “meu cliente não está na Web”. Mas quando até a Casas Bahia faz um hotsite e planeja criar um ecommerce. Ou com a disseminação de lanhouses pela periferia se torna quase um pecado à inteligência dizer isso.

A idéia de invadir o espaço do cliente para fazer anúncios, conhecido como marketing de interrupção, essa estratégia está sendo cada vez menos eficiente. Em vez disso o Marketing tem caminhado para criar espaços de interação em que a pessoa possa se informar, trocar idéias, se expressar e se relacionar com outros. É só ver o site do McCain comparado com o de Obama e os resultados que ambos tiveram na Web. Enquanto o site de McCain lembra um velho portal cheio de funcionalidades semelhante aos sites da década de 90, o de Obama e clean e objetivo digno de ser feito em 2008.

No próximo post vou falar sobre como colocar a estratégia de forma a entender a cabeça das pessoas, como exemplo usarei o Obama, Lula e o embate entre Marta Suplicy e  Kassab

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