Archive for Empresa

Pessoas, negócios e estratégia em rede

É intrigante como ao mesmo tempo em que o conceito de rede avança no mundo através de tecnologias como blogs, redes sociais, wikipedia. Até os movimentos econômicos da globalização vêm quebrando as barreiras entre empresas de diferentes países. Assim, muito me surpreende quando vejo empresas ou empreendedores dizendo: “Não posso falar do meu projeto”, “Podemos assinar um contrato de exclusividade para eu apresentar minha idéia?” ou “Não podemos falar qual vai ser nosso produto pra você que é nosso fornecedor, quando lançarmos te falamos sobre”

Eu acompanho o blog do Alexandre Formagio olha o que ele escreveu recentemente, a respeito da nova empresa que ele está abrindo:

Ainda não posso abrir muitos detalhes do que será o foco dela, mas nesta série (que pretendo que seja semanal) irei abrindo detalhes estratégicos aos poucos, até por conta de concorrência, terei que sempre pensar bem nas informações que vou abrir… - Abertura de minha nova empresa

Em compensação olha como a IBM encara a divulgação de seus projetos e idéias:

Durante muito tempo, a IBM insistiu em fazer tudo sozinha e tentar depois vender sua idéia ao resto do mercado. Percebeu, agora, que trabalhar em conjunto com outras empresas facilita, entre outras coisas, a criação de padrões que as demais companhias do ramo possam licenciar e usar. “Estamos acatando definitivamente os padrões abertos. A razão é simples: o patrimônio do cliente não é o computador, mas sim as aplicações”, diz Fernando Mitri (presidente da IBM Brasil na ocasião)

Veja o McDonald´s, a Microsoft e tantas outras empresas que tiveram sucesso compartilhando seu conhecimento com todos. Imaginem se o McDonald´s tampasse sua cozinha e proibisse qualquer outra lanchonete de copiar seu negócio (em vez de ensinar todos os segredos do negócio aos franqueados) ou a Microsoft impedisse que as empresas como Oracle, Macromedia e etc desenvolvessem programas para a sua plataforma.

Para o plano de uma empresa ter sucesso ou a idéia de um novo negócio acontecer, só há uma maneira de conduzir: é divulgando na rede! Em blogs, conversas com outras empresas e etc. Hoje o poder do sozinho é muito fraco e difícil de implementar.

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Revista Exame - Remuneração excessiva e gestão

Baseado na reportagem “Executivos que valem Milhões” da Exame dessa quinzena (10/9):

Empresas são administradas como futebol amador

Na Europa o futebol rende bilhões e os clubes são verdadeiras empresas que possuem até ações na bolsa, enquanto no Brasil o amadorismo impera nos gramados. Qual é a diferença entre o futebol europeu e o brasileiro?

A adminitração do futebol europeu é baseado no longo prazo e não nas aventuras e oportunidades momentâneas… lá prevalece a consistência do negócio ao longo do tempo e não a montanha-russa de aproveitar todas oportunidades (gastar pra caramba!) nos bons momentos e cortar custos nas crises (que normalmente surgiram por causa da gastança sem critério nos tempos de abundância!).

Muitos acham um absurdo o salário dos altos executivos serem tão exorbitantes, eu não acho isso um problema, às vezes esse pessoal realmente empreende muito, se arrisca, ousa e merece recompensa por isso. O problema é quando a estratégia por esses altos salários é ditado pela economia e não pela estratégia e “consistência do negócio”:

…enquanto a crise americana coloca um freio de mão no aumento das remunerações, no Brasil a economia aquecida as empurra para o alto. Nos Estados Unidos, setores… … reduziram até 22% o pagamento de seus principais executivos. No Brasil… de maio de 2007 a junho desse ano …a remuneração total dos presidentes brasileiros aumentou 18,4%…

Esse é um problema clássico de gestão, a euforia que a economia causa tanto pra cima como pra baixo, e infelizmente nesse ponto ao contrário do futebol não é um privilégio das empresas brasileiras. Assim, as estratégias das empresas não deveriam ser reféns da economia, mas influenciadas por ela. Senão se tornam parecidas com uma perua consumista que ganha 100 mil reais, gasta tudo no shopping e passa o resto do mês só comendo arroz com feijão*.

* numa analogia já posso prever que daqui uns meses essas mesmas empresas, estarão trocando de executivos e realizando enormes cortes de custo.

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Pessoas empreendedoras

Empreendedorismo têm muitos significados e é um termo amplo. Porém, diz respeito a pessoas que têm fazem grandes esforços para que as coisas se realizem de forma diferente e inovadora.

Muitos pensam que apenas donos de negócios são empreendedores, porém sempre brinco com uma questão: “Quem é mais empreendedor, o executivo que promoveu o Activia da Danone que hoje é responsável por 25% do faturamento da empresa ou um dono de uma franquia do McDonald´s que implantou todo seu negócio segundo os manuais?”

Pessoas empreendedoras são mais do que pessoas que sabem escrever plano de negócios ou bons administradores, elas se apaixonam pelo novo e odeiam a rotina. A paixão é a diferença fundamental entre elas e as pessoas que fazem por fazer ou pelo salário no final do mês.

O Bob Wolhein escreveu em sua coluna recentemente alguns comportamentos de quem é empreendedor! Dentre as quais eu destaquei alguns desses:

“Quando você está de férias, olha um outdoor, revista ou ouve parte de um papo num restaurante e tem uma boa idéia de negócio.

Consegue ficar feliz descrevendo coisas que ainda não há, mas que você fará existir.

Precisa conversar horas e horas sobre seu trabalho e o seu projeto/sonho.

Acorda cedo e feliz.

Sempre googla coisas relativas ao seu trabalho.

Você não entende quem acha que trabalho é um saco.” - Bob Wolhein - WNEws

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RH: Uma conversa sobre jovens sem jovens

Recentemente a Você S/A organizou um encontro entre o pessoal de RH sobre como lidar com os profissionais da geração Y (as pessoas hoje que têm menos de 30 anos).

A questão levantada pela revista é: “Criados em um mundo dominado pela tecnologia, eles são ágeis e estão acostumados a realizar diversas tarefas ao mesmo tempo. Porém, são muito questionadores e inquietos. Como lidar com esses jovens? E como tirar proveito de suas competências e habilidades? Essas foram as perguntas que nortearam o primeiro Café com VOCÊ-RH do ano…”

Veja pela foto ao lado que no evento tinha um monte de gente e diversas colocações no texto sobre o evento. Só que há ninguém da dita geração Y (com menos de 30 anos). Isso que me chama a atenção em todas as discussões bacanas que surgem por aí é que parece que sempre está faltando alguém na conversa… justamente os atores da discussão!

Isso infelizmente é algo corriqueiro, debates sobre pobreza só / apenas / exclusivamente com gente chegando de carro importado, conferência sobre racismo com uma doutora neta de alemães falando. Não defendo de forma alguma que todos atores possam colocar uma visão crítica e contribuir de forma fácil, nem invalido os especialistas acadêmicos, tanto que nesse evento houve comentários interessantes:

“Antes nós os selecionávamos. Hoje, são eles quem nos escolhem… …eles estão atrás de desafios, bons projetos e querem ter prazer no que fazem.”

Entretanto, meu ponto é que para qualquer debate realmente rico ou planejamento de uma empresa, para real conhecimento da causa precisamos da diversidade, de pessoas que pesquisam e analisam como também as que vivem a situação. Em vez, da idéia elitista que somente executivos com MBA ou pesquisadores vêem a realidade.

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Em defesa da Web 2.0 e ataque à Web 3.0 - Meus Artigos

Porque ignorar a Web 3.0 e apoiar a Web 2.0 (WebInsider - 12/08/2008)

“No entanto, sempre defendi e ainda defendo o termo web 2.0, pois ele foi um conceito necessário para que as pessoas que lidam com a internet de alguma maneira (todas as pessoas e de todas profissões praticamente) saibam separar o joio do trigo.

Esse termo, apesar da chiadeira, foi importante pois tornou claro e didático um novo paradigma para todos, desde quem programa sites, pertence ao RH das empresas, lidera uma equipe ou simplesmente gosta de por vídeos engraçados no Youtube.”

Caretice 2.0: histeria coletiva contra a inovação (Época Negócios - 08/11/2007)

Como Conseguir Investimento pra Sua Idéia? (Blog6 28/09/2007)

O desafio dos negócios na nova internet (Época Negócios - 20/08/2007)

Quando 1% é muito: também é assim na vida real (WebInsider 19/06/2007)

Por que não surge um Google no Brasil? [link para IMasters] (Seja seu Patrão! - Pequenas Empresas Grandes Negócios e Imasters)

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Iphone a US$199, o acerto estratégico de Jobs

Texto baseado no post do Shirakashi: Iphone a US$199 é um erro ?

“Um produto apple é diferenciação, estilo, status… Um Iphone a US$199 não está indo diretamente contra isso ? É massificação, padronização. Daqui a algum tempo, classe C e D estarão com Iphones na mão. As pretensões de torna-lo um produto extremamente popular fazem sentido ?” - Shirakashi

O que eu vejo é que o Iphone a 199 dólares não é um erro, mas uma nova estratégia!

Assim, se comparada com a estratégia antiga de “produto premium” que oferece “status” realmente seria um erro, mas a idéia do Jobs é mudar o conceito e posicionamento da Apple de uma empresa “de nicho” para uma empresa “de massa”, para que até os mendigos e os países do terceiro mundo passem a usar o Iphone.

Eu acho uma boa aposta e gosto dessa decisão tomada pela Apple, porque toda a estratégia está coerente. Não há contradições entre preço, distribuição, desenvolvimento de software (que é aberto) e etc.

A vantagem desse novo caminho é que ele é menos custoso e desgastante do que ser uma empresa de “produtos premium” porque se realmente Jobs conseguir tornar o Iphone em um Iphone-Windows (padrão em tecnologia móvel) ele pode ficar cochilando sem inventar nada por 20 anos como Bill Gates fez. Mas os produtos fashion que ele costuma criar duram pouco: o Mac, Ipod e Iphone duram alguns anos e daí tem que fazer uma nova revolução de novo. Fazer uma revolução deve cansar até para o Steve Jobs!

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Lucro, Vendas e “O Bem Para as Pessoas”

Acho interessante como as Vendas sempre são tratadas como coisa do “Capitalismo Selvagem”, de lucro estar vinculado a ganância. Quando na verdade lucro e vendas dependem da forma como são usadas,

Me parece que “lucro e vendas” como objetivo final e algo que deve ser conquistado de qualquer jeito, mesmo forçando a barra.. Ferra tudo!

Agora quando usados como “termômetro” para ver o quanto estamos sendo úteis para as pessoas, é extremamente enriquecedor.

“Não quero inventar nada que não seja vendável. A venda é a prova da utilidade, e utilidade é igual a sucesso.” - Thomas Edison (1847 – 1931)

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Blogs uma Ferramenta para as Empresas

Tenho estudado muito ultimamente sobre o uso de blogs pelas empresas. Sempre fico impressionado como perdemos enormes oportunidades de usar ferramentas de Web 2.0… como Wikis, blogs, comunicadores no estilo do Twitter, redes sociais como o Ning que poderiam dar um salto quântico no dia-dia do trabalho.

Quando vejo essa história dos blogs entrando no mundo corporativo, me lembro de um livro que li há mais de 5 anos sobre os maiores executivos (CEOs) das maiores empresas do mundo e o segredo de seu sucesso. Todos foram unânimes em afirmar que a comunicação era o principal elemento de uma organização bem-sucedida. Na época falava-se em TV corporativa. Mas imagino que hoje não teria como não pensar em blogs e ferramentas de midia social. Nada dá mais engajamento que um Orkut, Youtube ou os blogs.. muito mais baratos que uma tv corporativa e com certeza dão muito mais resultados!

Imaginem uma fusão entre duas empresas e todos funcionários dessas companhias trocando informação com a direção sobre como será daqui pra frente… ou então, um blog sobre os produtos da empresa e o pessoal do Marketing e da área Técnica mostrando seus lados complementares, enquanto o RH, Administrativo e etc ficam sabendo mais sobre o que a empresa faz.

O blog corporativo no início, era uma grande ferramenta de publicação na Internet… uma ferramenta de Relações Públicas unidirecional (o que não é nem um pouco empolgante), a grande diferença é que com o amadurecimento dessa prática tem se tornado um meio de colaboração de duas vias. O que é altamente revolucionário como aparece nos cases abaixo.

HSBC: Comunicação Interna sem Limites

O HSBC criou um blog do presidente, que é acessível apenas para os funcionários do banco. Em pouco tempo houve excelentes resultados com 40 mil acessos ao blog e mais de 1,2 mil comentários. Além disso, Emilson Alonso, presidente do HSBC relatou em matéria do caderno Link do Estadão o seguinte comentário: “Obviamente vou aprendendo sobre a organização, os processos, o modo como as coisas funcionam, a percepção das pessoas. E isso acaba alimentando as políticas que a gente faz…” e “…as pessoas queriam conversar comigo e parecia que eu era arrogante.”

Banco Real: Web 2.0 com Tudo

Outro banco que lançou um blog no ar foi o Banco Real, o qual inclusive criou uma ferramenta de colaboração além do blog, em que os usuários da Internet podem colaborar e escrever a história do Banco Real e seus produtos.

Tecnisa: O maior Case de Blog Corporativo no Brasil

O Blog da Tecnisa é um dos grandes pioneiros em Blog Corporativo no Brasil. Existe há 2 anos e é levado a sério sempre trazendo melhorias. Chama a atenção que nele os comentários não são moderados (pré-aprovados).

Graffias: A Inovação nas Pequenas e Médias Empresas

Já para pequenas e médias empresas os blosgs também são uma grande oportunidade. Pois, se por um lado não há milhares de colaboradores para se comunicarem, o Blog pode se tornar uma ferramenta de marketing incrível para se comunicar diretamente com o público-alvo da empresa, além de manter o relacionamento com seus clientes! É a “Newsletter da empresa do século XXI”. Um ótimo exemplo disso é o blog da Graffias, um escritório que faz projetos de arquitetura para comércio e exposição.

Visto que seus clientes são comerciantes em sua maioria é sempre postado nesse blog dicas como Dicas de como Tratar o Cliente, Como montar uma loja de presentes para o Dia dos Namorados, além do portfólio de projetos já feitos… todos de encher os olhos em slideshow.

OBS: Para conhecer mais cases de blogs entre no Wiki do livro Blog Corporativo

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Palestra de Graça com Adam Kahane em SP

Oportunidade única para quem mora aqui em São Paulo! Se trata do lançamento do livro “Como Resolver Problemas Complexos”.

Esse livro conta a experiência de Adam Kahane, que participou através do processo de diálogo da transição para a Democracia na África do Sul. Se não bastasse essa incrível experiência ele já trabalhou em processos semelhantes em outros países e em dezenas de empresas do porte da Shell. Como ele é designer e facilitador de processos através dos quais líderes de empresas, governos e da sociedade civil podem resolver os seus problemas mais difíceis e complexos, todos temos muito a aprender com suas vivências.

Acredito que a grande contribuição dessa obra, é nos mostrar com clareza e sabedoria como envolver os stakeholders (interessados no processo) em diálogos que os encorajam a criar conjuntamente novas idéias e soluções sistêmicas para resolver problemas complexos.

O evento será em São Paulo (capital) no dia 4 de Junho (nessa quarta-feira) na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na Paulista).

Esse livro foi traduzido para o português pela SOL - Brasil (Society for Organizational Learning).

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Como as Empresas devem entrar na Web 2.0! [Empresas] [Web]

Conversa Inicial: Blog Midia Social da Ceila

Como as empresas podem se inserir nas redes sociais, onde os conteúdos são gerados por pessoas e não instituições, ainda decidem quando, o que querem ou não ver? Esse tem sido uma das maiores preocupações de todas os profissionais de comunicação de empresas e das agência de publicidade.

Lendo o texto da Ceila achei muito interessante que há uma inversão de valores clara no relacionamento entre empresas e redes sociais. Enquanto muitos demonizam o post pago (feita no formato ético de informe publicitário). Muitos acham natural o tal Jabá que a Ceila comenta em seu texto, quando empresas dão brindes hiper-caros que acabam gerando post “espontâneo”, o que no jornalismo não é tido como ético. Conheço uma jornalista que uma vez testou um relógio diferente para uma matéria e gostou muito dele, só que teve que comprar com o fabricante, não pode pegar simplesmente pra si!

Agora uma forma prática de entrar numa comunidade pela porta da frente e sem usar um perfil falso, é oferecer o que tem de mais valor numa rede social “a informação”. Nos Blogs e Comunidades como o Orkut, o que diferencia as pessoas é a informação priveligiada (conhecida no meio jornalistico como “furo”). É se essa pessoa é um centro de informação ou se está na rodovia de informação de modo periférico. Nos blogs se trata da informação quanto a atualidades, a figura engraçada fazendo chacota com o atual escândalo político, ou o novo Iphone que acabou de ser lançado. Enquanto nas comunidades como o Orkut e o Facebook é a informação do tipo “fofoca”, a foto da última balada da pessoa, do novo namorado ou dos scraps que a melhor amiga deixou em seu perfil que acabam confidenciando publicamente informações “fofocais”.

O que acontece é que a comunicação 1.0 é broadcast, enquanto a comunicação na Web 2.0 é hierarquica. O topo da hierarquia é o centro de informação.

Assim, se uma empresa deseja entrar nas redes sociais de forma não-invasiva por um lado e produtiva de outro (que a divulgação ecoe ea informação percorra a rede). Ela deve usar esse principio, o da diferenciação da informação! Isso na prática quer dizer que o conceito de informação broadcast (quanto mais espalhamos ela melhor) acaba desestimulando as pessoas a repassarem e colaborarem com ela. Agora se apenas pessoas seletas, a elite de um determinado assunto recebessem tal informação eles iriam espalhar e colaborar (criar em cima) com enorme força, e seus followers nas redes sociais iriam fazer o mesmo!

Um dos problemas comuns de agir de modo broadcast hoje em redes sociais é que a ação acaba chamando mais a atenção do que o produto em si como foi claro no caso da LG e o que aconteceu com a Citroen no caso do carro Pallas também. E asssim muitas agências ficam felizes pelo resultado atingido pela exposição que gera. Entretanto, quanto a qualidade dessas exposições fica a dever (será que é tão importante assim para um produto ficar falando da estratégia de marketing da empresa) e por outro lado, isso só gera informação exposições porque é novidade. Daqui um tempo será uma ação batida. Se as empresas conseguissem achar oferecer a informação priveligiada para os centros certos da web, aconteceria:

a) Aparições de qualidade na web;
b) O produto ia aparecer mais do que a estratégia de comunicação;

Quem vem fazendo isso na prática é a Apple, o que ficou claro no artigo “Como a Apple faz Tudo Certo, Fazendo Tudo Errado”… A Apple não espalha as informações do MacBook Air ou do Iphone por aí atirando pra todo lado, mas deixa totalmente confidencial e apenas apresenta a idéia em um evento repleto de entusiastas da marca. Quer saber o que a Apple está fazendo? Só indo ao blog de um entusiasta da Apple que esteve no último evento do Jobs, nada de blogs genéricos populares ou google adsense.

O que fica claro é que na Web 2.0 abrangência é restrição! A diferenciação social que antes se dava pelo poder de consumo, agora se dá pelo poder da informação inédita. Antes as baladas da moda eram as que custavam mais de cem reais apenas para entrar, hoje as baladas acontecem em raves sem local fixo que só quem tem a informação priveligiada e restrita sobre o evento consegue ir! Não adianta ter 500 reais no bolso, mas sim ser antenado e com os amigos certos.

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