O mito da imortalidade das empresas e o empreendedorismo e inovação como solução
Em todas as corporações (sem medo de cometer um exagero) há o sentimento de imortalidade, de qu grandes impérios nunca cairão. Cansei de ouvir em médias empresas “nós nunca iremos perder mercado e falir”, quando se trata de impérios dos negócios então, isso está presente em todas organizações sem exceção. Afinal, em uma visão simplista ao ver todo o patrimônio, participação de mercado e faturamento realmente pode-se ter a noção de imortalidade.
No entanto, vimos até bancos quebrarem! Alguém lembra do Banco Nacional ou do Bamerindus, sem falar da recente quebradeira nas terras americanas. Além é claro, dos novos gigantes que estão prestes a ir pro brejo como a Ford e a GM que pediu concordata, assim como a nova empresa BR Foods resultado da fusão entre Sadia e Perdigão. Nesse contexto Jim Collins, o autor de negócios que muitos apontam em um tremendo equívoco como o próximo Peter Drucker (o que ele levaria 50 reencarnações para chegar perto!) e ficou famoso com o livro “Feitas para Durar” lançou um novo livro chamado “How The Mighty Fall” (Como os poderosos caem), abordando sobre o porquê esse fenômeno acontece e como evitá-lo.
Mesmo o autor não tendo credibilidade para falar muito depois que algumas empresas que ele disse em seu livro mais famoso que foram “feitas para durar” quebrarem. Ele criou uma teoria sobre “5 estágios rumo a falência” e apresenta alguns cases como de praxe em livros de negócios. Apesar de ser fundamental para os líderes das empresas terem esse tema em pauta, a solução não virá de análises e constatações, mas sim do real propósito das pessoas da empresa. Caso o propósito das pessoas envolvidas na gestão seja “tirar o seu da reta” e bater as metas para conseguir o bônus no final do ano, pouco adianta todos os esquemas criados nesse livro.
Não há dúvida alguma que toda empresa, produto e modelo de negócios têm uma data de validade. Quando a organização se torna arrogante, acomodada e para de pensar em se renovar significa um sintoma de que a empresa “parou de se preocupar nas melhorias que pode prover para o mundo” do que analisar o estágio da empresa com um plano de ações a serem feitos. Todos sabem que o remédio para a queda de uma empresa é o empreendedorismo e a inovação. No entanto, dependento da intenção (propósito) o resultado pode ser bem diferente! A Xerox ficou conhecida por criar o windows como o conhecemos, mas foi a apple e a Microsoft que tiraram proveito de tal inovação… isso quer dizer que a Xerox pensou fora da caixa, investiu em inovação. Porém, o propósito, a preocupação de seus executivos eram com o resultado do trimestre.
Para as organizações conseguirem se renovarem o foco deve ser na percepção do que motiva as pessoas no dia-dia da empresa. São os ganhos de curto prazo (como o bônus do final do ano), a auto-preservação (mantém aquela ageência de publicidade que não dá tanto resultado mas tem um super-nome e não compromete a decisão) ou a história que esta criando, as melhorias que as pessoas podem se beneficiar?










