Archive for Inovação

As pessoas querem Igualdade Social?


Sempre surge nas discussões sobre a sociedade a questão de “como alcançar a igualdade social?”… Porém, a chave para a inovação ou para a solução de problemas é repensar as perguntas em vez de achar respostas. É muito mais uma questão de mudar os nossos modelos mentais do que, nesse caso, investir milhões em programas assistenciais ou estabelecer políticas públicas não-produtivas.

James Roberts ao ser questionado pela Veja sobre como proporcionar igualdade social reformulou a pergunta e trouxe uma nova visão sobre as necessidades de uma sociedade.

Pergunta da Veja: “A liberdade econômica é capaz de diminuir a desigualdade social de um país?”

Roberts: “Em primeiro lugar, é preciso definir o que vem a ser igualdade social. Esse conceito pressupõe que todos sejam forçados a viver em casas idênticas, ganhar os mesmos salários, comer as mesmas comidas e acreditar nos mesmos valores? Essa abordagem totalitária já foi tentada na União Soviética e está em pleno vigor em Cuba. Os resultados foram e são desastrosos, para não dizer trágicos.”

“As pessoas não nascem iguais. Elas possuem habilidades e talentos próprios. Cada uma deve decidir sozinha o que quer fazer da vida: se prefere tabalhar duro ou levar uma existência mansa e tranquila. O principal papel do governo não é ir contra essa realidade e forçar algo que não existe nem existirá. O bom governante é aquele que oferece oportunidades iguais para todos buscarem a própria felicidade. O capitalismo promove níveis desiguais de prosperidade. Como diria o estadista Winston Churchill, isso é muito melhor do que produzir miséria igual para todos, como faz o socialismo.”

É fato que na sociedade brasileira há “necessidades não-atendidas”, mas talvez não seja a de igualdade de benfícios, mas sim de oportunidades (que o pessoal que gosta do bolsa-família não nos ouça). Isso quer dizer poder de escolha de como vai viver. Quando se pensa qual é o modelo melhor se o Socialismo ou o Capitalismo, é só ver o que as pessoas querem, e isso é o principal motor que deve mover uma nação e seu sistema político-econômico. Isso é muito fácil de responder: Quantos americanos arriscam sua vida para entrar ilegalmente em Cuba (socialismo, com igualdade social). E quantos cubanos fazem o contrário pára entrar nos Estados Unidos (capitalismo, com igualdade de oportunidades)

*Trecho da Veja retirado do blog Aprendendo Empreendendo

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Nas organizações há reflexão ou terceirização dela?

Esses dias li na Biz Revolution sobre um palestrante que até então eu não conhecia (David Maister)… Olhe o que como ele trabalha:

Maister simplesmente não faz palestras para qualquer um. Se ele perceber que o cliente não sabe o que quer, ele não vai. A palestra que eu comentei acima que aconteceu em São Paulo, quase não aconteceu. Ele não sentiu firmeza dos advogados e não queria vir nem por 80 mil reais. Ele não fala para boçais que procuram maneiras de se motivar, ele quer mudar as pessoas que querem mudar. - Biz Revolution

Quando li sobre isso me veio a questão de como é comum as empresas fazerem mega-eventos ou mega-planejamentos detalhados ao máximo e não saberem o que realmente precisam, querem e desejam de modo simples e objetivo. Parece que a prática nas empresas é buscar soluções prontas de prateleira (até de palestrante), em vez se questionar de sua real necessidade e aí sim buscar quem no mercado pode ajudar.

Mas por que isso acontece? Simples, é de fato muito mais fácil terceirizar a reflexão do que pensar e repensar o modo como são feitas as coisas. Faz parte da rotina das organizações frases do tipo “vamos fazer uma pesquisa para saber o que devemos fazer”, “vamos chamar a consultoria X para nos dizer o que acham disso” e etc.

O importante é ver que não há absolutamente nada errado em fazer pesquisas ou contratar consultorias, pelo contrário é um exercício muito valioso se não for encarado como uma terceirização do pensamento, de gastar neurônio. Mas, como um apoio depois que se pensou bastante e se aprendeu muito em equipe sobre as visões e conhecimentos de cada um.

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Como fazer a verdadeira Inovação?

“Diversidade cultural não é colocar um negro, um mexicano, um alemão e um praticante de yoga vegetariano no mesmo departamento. Ser uma empresa focada na diversidade é colocar pessoas diferentes (em termos de formação) para tocar projetos conjuntos.

Colocar um adolescente hippie como Steve Jobs em um departamento de planejamento traria para a IBM esta visão de que a revolução estava nos quartos e não nos escritórios. Colocar um nerd cheio de caspa em um departamento de planejamento estratégico traria para a IBM a visão de que a propriedade de um produto (computador-hardware) seria um bem menos valioso do que a concessão de um serviço (cd - software).” Ubiratan

Agora a verdadeira questão é: “Por que os homens de negócios formados em Harvard investem em Phd´s numa equipe homogenea, se até eu e o Ubiratan com nossa modesta formação e experiência sabemos que eles não construirão o futuro?”

A questão é que eles sabem disso, porém é muito melhor levar para os acionistas que se está investindo 3 bilhões de dólares nos “Phd´s homogêneos” do que 3 míseros dólares no moleque com caspa. Isso tem a ver com a preocupação básica de um executivo pelo “design” das corporações, que é garantir sua estabilidade e não empreender!

Já alguns movimentos diferentes, como CEO´s que são medidos pelo desempenho das ações daqui 10 anos e a própria “modinha” da inovação por pessoas jovens e amalucadas ajuda nisso. Legal né!

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Para que viver num mundo de números e métricas?

Vivemos num mundo em que todos ficam atentos a números e pesquisas. Matéria boa na mídia é a baseada em números, investidor só entra em mercados com números crescentes, gestão boa é a gestão por métricas a la Balanced Scorecard. O que me lembra de uma história:

Um jovem perguntou para um amigo: “O que é lua?”. E o amigo apontou com o dedo para cima. Foi então que ele respondeu: “Agora entendi. Lua é a mesma coisa que dedo”.

Outra comparação seria como ir a um restaurante e comer o cardápio, o que não daria certo porque o cardápio indica a comida, mas não é a comida em si!

Esse negócio de calcular, matematizar tudo pode ser bacana e ter seus benefícios. O problema é quando de uma ferramenta, um recurso para a eficiência se tranforma numa visão de mundo e inevitavelmente uma miopia.

Nas empresas essa “visão relatório” do mundo é a prática comum. Poucos são como o Steve Jobs que não está nem aí para pesquisa de mercado, ou fica acompanhando as vendas e o retorno das propagandas. Mas inova como um alucinado, olha as pessoas no dia-dia e pensa: “as pessoas precisam de um Ipod e de um Iphone”… as vendas, o retorno do investimento, os indicadores, os relatórios é tudo uma conseqüência natural e administrativa. Coisa para o pessoal de operações cuidar! Aí não se trata de uma “visão relatório” mas de uma “operação por relatório” o que combina muito bem.

O resultado disso é a “troca de bolas”, pensa-se que é possível criar algo, ter visão a partir de relatórios! Porém, as grandes inovações e produtos matadores não ocuparam espaços em mercados quantificados por algum instituto como o Ibope. Mas sim porque criaram mercados novos, o Google é o Google hoje porque criou o mercado de links patrocinados dentro do faturamento de publicidade, e não porque ficou procurando espaços no mercado de banners ou anúncios na TV.

O aspecto pesquisa é o que mais podemos ver isso, como eu disse no post anterior. E atualmente saiu uma polêmica no blog Midia Social sobre o faturamento do mercado de publicidade online. A questão é que foi divulgado um faturamento recorde nesse setor mais de 500 milhões de reais. O questionamento da Ceila nesse post é que 80 % dessa grana vai para apenas 7 empresas como o Terra, Uol e IG. E o restante para onde vai?

Porém, mais interessante do que a “visão relatório” de como é gasto o dinheiro hoje. É pensar nas possibilidades dos mercados que podemos gerar. E mesmo porque nesse caso essa mídia tipo banner tende a acabar, dificilmente tem futuro.

Por que as pessoas usam a “visão relatório”?

A minha idéia aqui, foi ir além da questão matemática do relatório e pensar no porquê as pessoas usam esses relatórios, por isso o blog se chama People Based né!

O que leva a gente a se comportar assim é por dois motivos:

1) Esse é o caminho mais fácil. O jeito inovador / Steve jobs de fazer as coisas é complicado. Precisa de muita coragem para assumir uma intuição, uma aposta! Com a “visão relatório” pode dar errado que você terá todas as justificativas do mundo para comprovar isso. E aí nisso vem o segundo motivo…

2) O ambiente valoriza e reforça esse comportamento de “visão relatório”. Ao entrar no mundo das empresas, negócios e etc. É impossível não se deparar com isso 100% do tempo no mínimo. Você vai ser medido por metas, será exigido que seus projetos sejam fundamentados em análises de mercado e etc.

A esperança no fim do túnel

Uma solução para isso pode ser a de não sermos radicais contra essa “visão relatório” e procurar espaços nas empresas e nos negócios para pensarmos por nós mesmo e assumirmos riscos em cima do que acreditamos. Sempre aos poucos, nada radical.

Importante: Esse post é uma colaboração ao Post da Ceila sobre os números da mídia online.

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