Archive for Marketing

Estratégia de Marketing: Falar a verdade - Case Apple X Microsoft

O jeitão tradicional de fazer Marketing em que se vende a empresa como perfeita falando “atendimento e qualidade é com a gente” ou então no marketing de produtos de massa usar promessas surreais! Como no comercial do desodorante Axe, onde um batalhão de mulheres [vídeo] correm atrás de um garoto porque ele passou o desodorante da marca.

Seth Godin já escreveu um livro falando que todo Marketeiro é um mentiroso, fazendo uma alusão que o Marketing é (1) subjetivo / emocional e (2) ele conta uma história. Porém, essa história com um apelo emotivo tem que fazer sentido! Em vez de ser surreal, sem sentido e relevância. O próprio autor ressalta que as idéias vendidas pelas marcas precisam ser genuínas.

Levando em conta toda essa história de Marketing, chegamos ao embate de gigantes Apple X Microsoft. Um embate que não houve perdedores, mas sim dois vencedores dentro do seu posicionamento.

A Apple lançou uma campanha com dois atores, em que cada ator representava um usuário de PC e o outro um de Macintosh [vídeo]. Com o segundo o cara despojado e descolado fazia coisas fora-do-comum que o gordinho careta não fazia! Sensacional a Apple se posicionou como inovadora, como empresa que serve para os 10% de descolados da Terra.

A primeira parte do contra-ataque da Microsoft aos avanços da empresa de Jobs pareceu ridículo e sem resultados, numa propaganda em que Gates contracena com Seinfeld numa loja de sapatos [video] (não me perguntem o porquê). Porém, na segunda tentativa o desempenho foi excelente! A Microsoft simplesmente assumiu a verdade! uma idéia genuína: mostrou as pessoas que usam PC fazem coisas comum, mas que são extremamente importantes como cuidar de reservas florestais, realizar projeções financeiras e etc… trabalhos fundamentais para o nosso dia-dia [vídeo], o que 90% das pessoas do mundo fazem.

O fundamental ao analisar a estratégia de Marketing de ambas empresas é ver que gastaram pouco dinheiro: as campanhas não tiveram grandes efeitos especiais, nem contaram com grandes astros (pelo menos na parte boa… rs), até a mídia foi prioritariamente a Internet, apesar do grande orçamento de publicidade da Microsoft. Porém, ambas se posicionaram claramente dentro do seu público (de nicho para a Apple e as massas para a Microsoft). Marketing simples, barato e eficiente como toda empresa sonha em ter, só que se perdem no meio de idéias geniais, orçamentos milionários e egos inflados.

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O desafio de unir planejamento e inovação [Revista HSM]

Esse é o terceiro artigo de uma série sobre “planejamento X inovação”. No primeiro artigo foi colocado o problema da ênfase da maiorias das empresas só no planejamento e pouco na inovação as deixam fortes (com os processos em dia e bem organizada), porém burras (não conseguer entrar em novos mercados e se renovar).

Os motivadores dos executivos agirem desse modo foram ressaltados no segundo artigo, que levou em consideração que ambos os modelos (foco na inovação ou no planejamento) tem benefícios e malefícios, só que o primeiro (o do planejamento) os benefícios são de curto prazo, o que favorece sua adoção. O grande desafio que se forma é como juntar esses dois comportamentos que são antagônicos numa organização?

Sabemos que na prática a empresa é uma Apple (inovadora) ou uma Microsoft (planejadora), dificilmente os dois. Christensen já disse que as empresas não conseguem levar pra frente novos produtos por causa dos produtos do status quo serem responsáveis pelas receitas da empresa. O que acredito é que para ter as duas culturas é necessários criar novas unidades de negócio autonômas, independentes das metas e planos atuais. Parece ser a única maneira de superar esse paradoxo (dilema). É comum vermos no mercado grupos empresariais se formando em que os novos negócios faturam bem mais que os “tradicionais”, como acontece com o Grupo Votorantim que o alumínio é a menor parte dos dividendos gerados pelo grupo ou como a GE tem faturado tanto com a rede de tv NBC e parou de fazer geladeiras. Todos esses negócios criados a parte da cultura do negócio tradicional. Encontrei na HSM meses atrás uma entrevista com Moore em que ele comenta sobre isso.

Inovações radicais não devem, em geral, ser perseguidas por organizações estabelecidas. Há muita inércia a vencer. Ao contrário, tais empresas têm de permitir que o ecossistema de capital de risco financie e desenvolva start-ups até que elas tenham cruzado o abismo.” - Geoffrey Moore - HSM de Março de 2008

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Pessoas, negócios e estratégia em rede

É intrigante como ao mesmo tempo em que o conceito de rede avança no mundo através de tecnologias como blogs, redes sociais, wikipedia. Até os movimentos econômicos da globalização vêm quebrando as barreiras entre empresas de diferentes países. Assim, muito me surpreende quando vejo empresas ou empreendedores dizendo: “Não posso falar do meu projeto”, “Podemos assinar um contrato de exclusividade para eu apresentar minha idéia?” ou “Não podemos falar qual vai ser nosso produto pra você que é nosso fornecedor, quando lançarmos te falamos sobre”

Eu acompanho o blog do Alexandre Formagio olha o que ele escreveu recentemente, a respeito da nova empresa que ele está abrindo:

Ainda não posso abrir muitos detalhes do que será o foco dela, mas nesta série (que pretendo que seja semanal) irei abrindo detalhes estratégicos aos poucos, até por conta de concorrência, terei que sempre pensar bem nas informações que vou abrir… - Abertura de minha nova empresa

Em compensação olha como a IBM encara a divulgação de seus projetos e idéias:

Durante muito tempo, a IBM insistiu em fazer tudo sozinha e tentar depois vender sua idéia ao resto do mercado. Percebeu, agora, que trabalhar em conjunto com outras empresas facilita, entre outras coisas, a criação de padrões que as demais companhias do ramo possam licenciar e usar. “Estamos acatando definitivamente os padrões abertos. A razão é simples: o patrimônio do cliente não é o computador, mas sim as aplicações”, diz Fernando Mitri (presidente da IBM Brasil na ocasião)

Veja o McDonald´s, a Microsoft e tantas outras empresas que tiveram sucesso compartilhando seu conhecimento com todos. Imaginem se o McDonald´s tampasse sua cozinha e proibisse qualquer outra lanchonete de copiar seu negócio (em vez de ensinar todos os segredos do negócio aos franqueados) ou a Microsoft impedisse que as empresas como Oracle, Macromedia e etc desenvolvessem programas para a sua plataforma.

Para o plano de uma empresa ter sucesso ou a idéia de um novo negócio acontecer, só há uma maneira de conduzir: é divulgando na rede! Em blogs, conversas com outras empresas e etc. Hoje o poder do sozinho é muito fraco e difícil de implementar.

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Entrevista com Fábio Seixas - Parte 2 - Marketing

Post Anterior: Entrevista com Fábio Seixas - Parte 1 - Empreendedorismo

Essa é a continuação da entrevista feita com o Fábio Seixas, o criador do site Camiseteria. Na primeira parte conversamos sobre Empreendedorismo e negócios! E ele surpreendeu quando disse a forma como conseguiu investimento, vendendo camisetas para amigos antes de elas serem feitas.

Nessa segunda parte conversamos sobre as preciosas lições de Marketing que podemos tirar desse case de sucesso.

5) O Camiseteria não compete por preços, mas sim com um serviço diferenciado adicionada de uma comunidade em volta dele. Me parece que vocês não anunciam no Buscapé (onde o forte é a comparação de preços), nem pagam por cliques no Google Adwords (sistema de anúncio das buscas do Google).Certo?

Certo. Obviamente chegamos a testar essas suas opções de publicidade, mas optamos por usar o relacionamento como principal ferramenta de marketing.

Nesse contexto o Camiseteria se insere como uma empresa de nicho, e sendo assim como é possível a sua expansão? A única via seria criar outras empresas como “bolsaria”, “calçaria” e etc? Quais são seus planos para expandir o Camiseteria?

O Camiseteria é uma empresa de nicho, mas o que percebemos é que se trata de um nicho muito grande. Costumamos dizer que quem usa camisetas são jovens de 8 a 80 anos. Ou seja, todos usam camisetas e existe um mercado enorme ainda a ser explorado e conquistado. Mas isso não impede a expansão para outros nichos similares como acessórios, por exemplo. Nosso plano de expansão é um misto de atuação online com atuação offline.

6) Você disse na entrevista ao blog Biz Revolution que o objetivo do Camiseteria é “valorizar o mercado de design nacional”, nesse sentido você pensa em disponibilizar o Camiseteria em outros países? Esse objetivo é maior do que permitir às pessoas comprarem camisetas diferenciadas?

O Camiseteria tem um conjunto de objetivos. Valorizar o design nacional é um deles. Camisetas diferenciadas é, sob certo aspecto, um meio para atingir esse objetivo. A expansão internacional é uma possibilidade e vemos como uma forma de levar para fora as criações de designers brasileiros.

7) Cada vez se consolida a tendência do Marketing de gerar comunidades em vez de ficar seduzindo clientes com propaganda de massa, como a Camiseteria faz muito bem. No entanto esse tipo de Marketing não é restrito a empresas de nicho que vendem produtos especializado? Seria possível usar tal Estratégia / Marketing com empresas que vendem produtos “commodity” como faz a Amazon nos EUA e o Submarino no Brasil?

Em termos de nicho, quanto menos específica for a empresa, mais difícil é criar o senso de comunidade. Mas ainda assim, acredito que é possível criar comunidades em empresas que vendem commodity. A Amazon tem uma grande comunidade, mas mesmo assim não existe um senso tão grande de comunidade. Empresas como a Amazon e o Submarino poderiam criar mini-comunidades dentro de suas grandes comunidades. Poderiam criar um canal de relacionamento só para clientes que gostam de livros do Harry Potter, clientes entusiastas por fotografia ou mesmo esportistas fãs da Nike. Comunidade é sinônimo de pessoas com gostos semelhantes. O fato de uma empresa vender de tudo, não a impede de agrupar de alguma forma, pessoas com os mesmos interesses.

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Brandgame: uma visão fora do senso-comum de Marketing

Acabei de descobrir o blog Brandgame, se trata do blog da consultora em Marketing, Monica Sabino, especialista em Branding. Ela mantém seu blog bem ativo e sempre com opiniões bem críticas em relação ao mundo do Marketing sempre propondo novas visões para as empresas!

Cheguei a ela por esse artigo sobre o Google e o Branding… onde ela fala que há um enorme paradoxo quando o Google investe quase nada em Branding e é uma das marcas mais valiosas do mundo. Enquanto as empresas que mais investem em Branding não estão entre as mais valiosas do mundo. Vale a pena ler e guardar nos seus favoritos!

Além do conteúdo rico do blog, é interessante ver como ela é antenada em Marketing mesmo (sem aquela idéia horrível de “casa de ferreiro, espeto de pau”) e marca presença na web com seu site, blog, perfil na Via6 e Linkedin , links no delicious e até um albúm de fotos no Flickr. Só falta, em termos de “Marketing 2.0″, um pouco de sinergia entre as ferramentas, design e se relacionar mais com os blogs (no blogroll da Brandgame tem sites institucionais e apenas um blog).

OBS: Todos os blogs têm (ou deveriam ter) uma seção chamada “Blogroll” que fica normalmente na coluna direita. Essa parte é para os blogs se indicarem e criar uma verdadeira rede de troca. Porém, muita gente apenas colocam blogs que gostam lá e não fazem uma introdução… agora conforme eu for colocando blogs no meu Blogroll eu vou fazer uma apresentação sobre cada um como nesse post.

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Em defesa da Web 2.0 e ataque à Web 3.0 - Meus Artigos

Porque ignorar a Web 3.0 e apoiar a Web 2.0 (WebInsider - 12/08/2008)

“No entanto, sempre defendi e ainda defendo o termo web 2.0, pois ele foi um conceito necessário para que as pessoas que lidam com a internet de alguma maneira (todas as pessoas e de todas profissões praticamente) saibam separar o joio do trigo.

Esse termo, apesar da chiadeira, foi importante pois tornou claro e didático um novo paradigma para todos, desde quem programa sites, pertence ao RH das empresas, lidera uma equipe ou simplesmente gosta de por vídeos engraçados no Youtube.”

Caretice 2.0: histeria coletiva contra a inovação (Época Negócios - 08/11/2007)

Como Conseguir Investimento pra Sua Idéia? (Blog6 28/09/2007)

O desafio dos negócios na nova internet (Época Negócios - 20/08/2007)

Quando 1% é muito: também é assim na vida real (WebInsider 19/06/2007)

Por que não surge um Google no Brasil? [link para IMasters] (Seja seu Patrão! - Pequenas Empresas Grandes Negócios e Imasters)

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Teorias de Negócio que são só Teorias

O ser humano tem a tendência de acreditar em teorias salvacionistas, truques que vão nos poupar do trabalho, de suar muito. Isso explica porque algumas religiões as linhas mais radicais crescem são as que têm mais seguidores ou porque produtos de Marketing Multi-Nível, como o Herbalife, têm tantos adeptos.

“O único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário” - Einstein

Recentemente o autor Chris Anderson vem fazendo grande sucesso primeiro com a teoria da Cauda Longa onde diz que no mundo os “blobkbusters”, os produtos em massa estão dando lugar para os produtos de nicho. Como exemplo ele mostra a Amazon, em que as vendas de artistas poucos famosos que vendem 3 ou 4 cd´s no total é maior que todos juntos que vendem milhares de cd´s. Assim os artistas de nicho graças a possibilidade da Amazon de ser uma loja virtual ganham uma magnitude maior que os “top 100″.

E recentemente lançou a teoria da Economia do Gratuito (The Free Economy), em que aposta que as empresas devem oferecer produtos gratuitos e ganhar pelos adicionais, pelos serviços “premium” dele. Como acontece com o Skype que tem seus usuários gratuitos e alguns pagantes que querem falar para um telefone convencional ou a companhia aérea irlandesa Ryanair que cobra abaixo dos custos por um vôo mas se a pessoa quiser uma água tem que pagar 3 dólares ou se quiser levar duas malas tem que pagar mais 30 dólares.

Suas idéias tem feito tanto sucesso que até tem se tornado figura comum nos milionários eventos da HSM aqui no Brasil. Felizmente para as pessoas estão acordando para a falta de fundamento dessa teoria. Que de prático ambas são verdadeiras, porém o Anderson transformou as regras em exceção o Ryanair a Amazon e o Skype são a exceção e criar uma teoria de negócio disso, não tem como sair da teoria.

Porém, o que fica de lição nesse caso é:

O que está nos atraindo para uma nova teoria? É a nossa preguiça de trabalhar e seguir uma grande tendência como um truque, um atalho. Ou um verdadeiro insight para podermos trabalhar a mesma quantidade só que de maneira melhor aproveitada?

Essa preguiça de dispender energia também é comum com as pesquisas de mercado ou quando lança-se um projeto “de qualquer jeito” porque se diz que com o tempo vamos colhendo feedback das pessoas.

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Quem Apóia as Mídias Sociais - Parte 2

CONTINUAÇÃO DO POST: Quem Apóia as Mídias Sociais ? - Parte 1

Exemplo 2: Sistema do Twitter Instável

O mesmo aconteceu com o Twitter, um serviço revolucionário que de tão inovador logo o mundo inteiro estava usando! Todo mundo adorou a novidade e o melhor é de graça, ninguém paga um centavo para entrar no serviço. Porém, devido ao sucesso começou a surgir problemas de disponibilidade de acesso, o que é comum nesses serviços abertos que é impossível saber o crescimento que vai ter (até o Google sofreu com isso no Orkut). Porém, mesmo depois de tudo que a comunidade Web deve ao Twitter pela sua inovação e serviço prestado após esses problemas de estabilidade em vez de apoio e buscar soluções para eles através da colaboração! Houve o contrário, e então a tirania do poder das multidões não perdoou e em algumas semanas todos já xingavam o Twitter como o pior site do mundo, e estão tratando de se mudar para outros serviços concorrentes que apenas copiaram o Twitter (com direito até a campanha online para isso).

Questionamento e Provocação

A minhas provocações aqui são:

Quantas vezes nós que temos blog, perfil no Orkut ou usamos o Wikipedia, escrevemos algo para elogiar ou fazer sugestões colaborativas à alguém ou alguma empresa? O Cardoso recentemente disse sobre isso no seu blog, assumindo o nosso erro, como usuários de midia social, em sermos bom em criticar mas ruins em colaborar e elogiar!

“Eu reclamei do Google ontem, mas não falei que o AdSense vem pagando direitinho desde o rolo com os cheques e a Receita Federal, quase dois anos atrás. Eu fui no Tiramissu fui bem atentido, comi uma excelente provoleta, não falei nada.” - Cardoso

Eu tento fazer isso no meu blog, mas ainda acho que eu poderia fazer muito mais. Em Maio coloquei sugestões para a Revista Época Negócios e em Abril colaborei para um post da Ceila sobre Midias Sociais e Empresas. Mas ainda é muito pouco, apenas um post por mês de colaboração efetiva!

E surgem minhas dúvidas e provocações em cima disso:

1) É possível atuarmos numa Mídia Social e sermos “2.0″ somente com tecnologia e sem apoias as empresas que estão descobrindo como entrar nas Mídias Sociais e contribuir, elogiar? Ou também é necessário colaborar na web citando as empresas que nos atendem bem e que nos surpreendem positivamente?

Se sim como poderíamos nos organizar para melhorarmos esse cenário?

2) É possível atuarmos numa Mídia Social e sermos “2.0″ simplesmente “escrevendo voltado para nossas idéias de forma isolada” em broadcast e a única interação ser por comentários (o que os jornais já fazem há mais de 50 anos!) ou só é possível como ouvimos mais os outros e escrevemos “posts feitos em cima de outros posts” criando uma teia-de-conhecimento, um diálogo colaborativo?

Se sim como poderíamos nos organizar para isso?

Convido todas pessoas da Web para contribuir para o assunto e principalmente os participantes mais ativos e que acompanho como: Shirakashi, Daniel Heise, Lúcia Freitas, Merigo, Edney, Boombust, Manoel Neto e Eduardo Vasquez.

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Quem Apóia as Mídias Sociais ? - Parte 1

Não tem jeito, todos se empolgam ao ver a revolução que tem acontecido na Internet com a Colaboração e a força que tem tido as Mídias Sociais. Exemplos é que não faltam no Wikipedia, Facebook, Blogs, Digg e etc.

E com toda essa empolgação surge uma legião de entusiastas, que somos nós! Usuários do Wikipedia, blogueiros, pessoas que não passam um dia entrar na Internet e todos que defendem com “unhas e dentes” as tecnologias para colaborar através de redes sociais na Web e apostam que um novo mundo está surgindo, um mundo de “duas vias” diferente da visão broadcast de até então.

Porém, essas tecnologias são adotadas muito lentamente pelas empresas… e os maiores culpados somos nós mesmos, entusiastas dessa tecnologia. Porque apesar de serem tecnologias colaborativas, onde podemos melhorar as coisas que estão por aí. Infelizmente, usamos esse poder para “apedrejamento público” de novas iniciativas em mídias sociais e empresas que querem se inserir nesse meio para se comunicar de forma diferente!

Casas Bahia e Cia Athletica Tentando Entrar na Web

A Casas Bahia entra na Web de cabeça e em vez de comemorarmos como um grande avanço das Mídias Sociais. O que fazemos? Reclamamos infinitamente da ação porque na primeira vez que eles fizeram algo do tipo não foi perfeito e deram alguns escorregões (como haveria de ser)!

Que a Casas Bahia fez algo muito ruim assinando todo mundo no Twitter, no estilo SPAM. Fez sim! Aliás foi péssimo, mas temos que apoiar e colaborar dando sugestões em vez de praticar um linchamento público. Temos que motivá-los a fazer de novo e de uma maneira melhor! Esse que é o espírito da colaboração, foi nesse principio que a Wikipedia se tornou a maior enciclopédia do mundo.

Como no caso da Casas Bahia também aconteceu com a DM9 e a Cia. Athletica quando colocaram no Youtube uma campanha que “ridicularizavam gordinhos”! Ok, concordo que foi de mal gosto, porém temos que pensar que ambos (agência e anunciante) estão querendo fazer algo mais legal do que interromper a gente na hora que estamos vendo um filme na TV ou fazer pular anúncios na nossa tela do computador quando visitamos um site.

…CONTINUA

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Iphone a US$199, o acerto estratégico de Jobs

Texto baseado no post do Shirakashi: Iphone a US$199 é um erro ?

“Um produto apple é diferenciação, estilo, status… Um Iphone a US$199 não está indo diretamente contra isso ? É massificação, padronização. Daqui a algum tempo, classe C e D estarão com Iphones na mão. As pretensões de torna-lo um produto extremamente popular fazem sentido ?” - Shirakashi

O que eu vejo é que o Iphone a 199 dólares não é um erro, mas uma nova estratégia!

Assim, se comparada com a estratégia antiga de “produto premium” que oferece “status” realmente seria um erro, mas a idéia do Jobs é mudar o conceito e posicionamento da Apple de uma empresa “de nicho” para uma empresa “de massa”, para que até os mendigos e os países do terceiro mundo passem a usar o Iphone.

Eu acho uma boa aposta e gosto dessa decisão tomada pela Apple, porque toda a estratégia está coerente. Não há contradições entre preço, distribuição, desenvolvimento de software (que é aberto) e etc.

A vantagem desse novo caminho é que ele é menos custoso e desgastante do que ser uma empresa de “produtos premium” porque se realmente Jobs conseguir tornar o Iphone em um Iphone-Windows (padrão em tecnologia móvel) ele pode ficar cochilando sem inventar nada por 20 anos como Bill Gates fez. Mas os produtos fashion que ele costuma criar duram pouco: o Mac, Ipod e Iphone duram alguns anos e daí tem que fazer uma nova revolução de novo. Fazer uma revolução deve cansar até para o Steve Jobs!

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