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Gestão e Estratégia de Empresa para lidar com a Crise

Uma leitora desse blog mandou duas perguntas, a primeira é sobre como conciliar a inovação e o operacional de uma empresa que está respondida no artigo (post) anterior. E a segunda está abaixo:

“Gostaria de saber que estratégia você recomendaria para as empresas, identificarem as novas oportunidades de mercado na crise atual?””

Como sempre a estratégia em um contexto de crise dependerá da especifidade de cada mercado. Porém, normalmente criar uma oferta “low-fare” (o maior exemplo desse tipo de serviço são os de companhias aéreas como a Gol) pode ser uma grande saída, isso significa uma opção mais barata ao seu mesmo produto / serviço, o que faz sentido na grande maioria dos segmentos. Uma vez que as empresas e pessoas estão cortando os custos ao máximo.

Um exemplo é uma reportagem recente da Você S/A em que aconselhava os executivos a marcarem encontros de negócios  no café-da-manhã e em lugares como o Octavio Café (um dos cafés mais caros de São Paulo) no lugar de almoços em restaurantes caros, já que apesar da sofisticação do lugar, ter uma refeição de manhã sai bem mais em conta do que no almoço em um lugar tão sofisticado quanto. Ou seja, mesmo no segmento de luxo estão sendo procuradas ofertas do mesmo produto (o local ainda é de luxo) porém com configurações de menor custo (ir pela manhã em vez do almoço).

Assim, se você vende computadores é possível criar novas configurações mais simples ou com menos serviços envolvidos (por exemplo, ter uma opção mais barata para o cliente retirar e instalar o produto). É importante frisar que normalmente é muito difícil alterar o produto em si e é mais fácil modificar os serviços agregados, portanto as empresas baseadas em serviços tem o maior potencial para tal. Uma Agência de Comunicação pode tentar prospectar clientes com maior porte do que o de costume, por esses estarem dispostos a ouvir fornecedores menores e com custos mais baixos. Ou se você faz Buffet para eventos de alto nível, você pode formatar e sugerir um novo tipo de evento que acontece no fim de tarde com um chá da tarde (que não tem muita custo de comida nem bebida alcólica) ou usar a criatividade para propor lugares alternativos que pareçam inovadores e agradáveis mais do que um “corte de custos”.

O importante nesse caso é não deixar que a operação se torno a única preocupação da empresa, agindo como um  “executivo poste”, fazendo com que o fluxo de caixa positivo no final do mês comprometa a estratégia da empresa. Nunca a empresa pode deixar de ser estratégica. Fixar o pensamento apenas no curto prazo (geração de caixa) é um contra-senso uma vez que esse modelo mental que gerou o atual estado da economia e de muitas empresas (principalmente as do setor financeiro). Isso me lembra uma frase do Einstein em que ele diz: “Não podemos resolver problemas usando o mesmo tipo de pensamento que usamos quando os criamos”.

Isso é nítido quando vemos às últimas edições da Revista Exame. Na Edição de 05 de Fevereiro a matéria de capa dizia: “Pesquisa exclusiva realizada por EXAME com 170 presidentes de companhias brasileiras mostra que o perfil estrategista deu lugar ao executivo ocupado com minúcias da operação e com o caixa da empresa“. Isso é um comportamento típico de um “executivo poste” que se foca no curto prazo. Porém, a própria Exame na Edição de 19 de Março já mostra como essa mentalidade é extremamente perigosa, apontando a política de altíssimo bônus aos executivos pelo resultado do ano a responsável por criar uma cultura de curtíssimo prazo nos bancos e empresas. O que, na verdade, foi o verdadeiro responsável pela crise atual: “Numa era de culto ao curto prazo - na qual, muitas vezes, controladores, sócios, empregos e até valores são transitórios -, tudo parecia fazer sentido. Valia vender o futuro para comprar o presente”.

Se você quiser mandar uma pergunta para esse blog mande e-mail para peoplebased@gmail.com

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Estratégia e Gestão para unir Inovação com Planejamento

Esse post é uma resposta à uma pergunta de uma leitora do Peoplebased:

“Acabei de ler seu blog e fiquei tão curiosa com uma questão que tive que te enviar as perguntas:
1) Você conseguiu achar um meio de conciliar a estratégia planejadora com a inovadora?
2) Gostaria de saber que estratégia você recomendaria para as empresas, identificarem as novas oportunidades de mercado na crise atual?”

A leitora se baseou em três posts que escrevi:
Primeiro: Bom Planejamento ajuda, mas também é um problema na gestão - BSC
(os problemas do excesso de planejamento)
Segundo: Como conciliar inovação e planejamento na prática - continuação
(os motivadores do excesso do planejamento)
Terceiro: O desafio de unir planejamento e inovação [Revista HSM]
(uma solução de criar uma unidade em separado.)

1) Não há uma receita de bolo para conciliar a estratégia “Inovadora” com a “Planejadora”, tudo dependerá de cada caso (contexto e perfil da organização). Mas parece que há duas implementações possíveis:

A primeira é a Inovação “Fora de casa” via uma Spin-off: Se trata de criar uma nova unidade de negócio separada do negócio atual, assim livre de paradigmas, paixão pelo passado e medo do novo. A segunda opção é a Inovação “Dentro de Casa” via processos da organização, isso significa tanto criar motivadores para a inovação (bônus atrelado ao diferente do status-quo) como a equipe gestora gastar energia e ter comprometimento em pensar e inserir novos modelos no dia-dia da empresa, enfim nutrir uma cultura de experimentação e monitoração /reflexão dessas experiências.

Porém, o real sucesso da inovação em uma empresa “planejadora” virá de uma liderança integra. Aqui não estou falando de ética, moral, valores, filosofia e etc que são fundamentais, porém quero tratar do líder que não é um “executivo poste” (aqueele que consegue resultados, mas devido ao contexto favorável que até um poste conseguiria), mas um executivo líder de fato.

Um “executivo líder” é integro e consistente no sentido de estar profundamente ligado e realmente acredita em suas iniciativas, em vez de fazê-las por ter que fazer (para ficar bem com o mercado, investidores ou colaboradores), isso significa no português claro “para inglês ver”. É comum ver no mundo dos negócios iniciativas de “executivos poste” muito mais voltadas para sossegar acionistas do que para realizar um propósito ou uma inovação. Pensar assim faz com que a estratégia de spin-off seja “os acionistas demandam inovação vamos comprar uma empresa inovadora”, o que normalmente resulta apenas em torrar dinheiro sem retorno econômico nem realização e na estratégia de processos (cultura) se torna mais uma meta para atrapalhar e tirar o foco d o dia-dia das pessoas.

A escolha e sucesso do caminho a ser seguido dependerá de uma liderança verdadeira.

Quanto a estratégia de uma empresa na crise (segunda pergunta) estará no próximo post.

Se você quiser mandar uma pergunta para esse blog mande e-mail para peoplebased@gmail.com

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Liderança na Estratégia - Os “Executivos Poste”

No post anterior ao falar sobre o líder tipo “Obama” que tem uma missão e visão quando atua, foi inevitável também pensar no profissional tipo “Lula” sem um propósito mais profundo, que o centro de suas motivações é sua auto-promoção e o carisma é a sua competência-chave.

Pensando nisso, os resultados pode ser alcançado mesmo por um líder desse que é um “Executivo Poste”… Resultado, que é a medida para tudo no mundo dos negócios. A explicação está abaixo:

“como disse o comentarista esportivo Jorge Kajuru ‘O Dunga até pode levar a Copa, como um poste também conseguiria com a qualidade dos jogadores brasileiros’. E isso é o que acontece com os Líderes sem causa (Lula e CEOs com estilo da Era Industrial), eles estão em contextos perfeitos que até um poste conseguiria resultados. Lula herdou uma economia acertada pelo Fernando Henrique e com o mundo em pleno crescimento. Muitos presidentes de grandes empresas não precisam criar nada novo só usar seu poder junto a outras mega-empresas e o governo ou surfar no crescimento do mercado.”

Agora vou aprofundar como pode ser visto um “Executivo Poste” em contraposição ao “Executivo Líder”, a diferença está que o primeiro está disfarçado de líder e o segundo o é realmente, assumindo todo o preço e as responsabilidades de agir como tal (que não são poucas).

Para especificar como cada tipo de executivo age devemos pensar nas duas situações básicas me que uma empresa pode se encontrar: (1) A empresa está muito bem financeiramente (lucrativa) e (2) A organização está mal das pernas (prejuízo).

A diferença está na concetração de esforços, o Executivo Poste na época de lucro passa a “gastar” o dinheiro e ficar bem com o pessoal. O Executivo Líder, por sua vez, pensa estratégicamente (não em si ou para benefícios de curtíssimo prazo da empresa). Enquanto nos tempos de vacas magras o Executivo Poste se considera uma vítima pronto a fuzilar milhares de desculpas: “é o mercado, é essa nova lei, os clientes não entendem do meu produto….” o Executivo Líder diz “precisamos descobrir com urgência rever nossos modelos mentais sobre o mercado e nossas linhas de ofertas, precisamos inovar para passar por isso”.

Continua no próximo post.

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Liderança e Missão de uma Empresa: a lição de Barack Obama

No post anterior eu havia falado sobre a inovação de Obama de Marketing ao usar redes sociais e a Web 2.0 para se promover (ele tem mais de 1 milhão de “amigos” no Facebook).

Os dias se passaram e o favoritismo do candidato que tem unanimidade no mundo se comprovou nas urnas americana. Barack Hussein Obama é o novo presidente dos EUA!

Seguindo meu post anterior surge inevitavelmente uma questão, essa vitória significa uma vitória do Marketing na Web 2.0? Não, isso não foi uma vitória da publicidade em redes sociais. Mas sim de uma estratégia com (1) propósito e (2) divulgação adeqüada (redes sociais). A raiz do sucesso obtido é a missão, o porquê de sua empreitada! por causa disso Obama engajou todo mundo em torno de seu propósito, sua causa. E as redes sociais serviram apenas (e não menos importante) como um catalisador dessa intenção.

Acho até engraçado como nas corporações e o pessoal de publicidade, pensa que a publicidade, o meio, é um fim em si. Me espanta ver milhões investidos em mídias, estratégias e etc sem nenhuma causa! Felizmente tem surgido uma onda de relevância da mensagem, de que a melhor estratégia é mexer no produto, da empresa ter uma causa e gerar evangelistas (Buzz Marketing), que parece ser o início de que as empresas vão acordar para a realidade.

A demonstração dos resultados de se ter um propósito foi vista com o Obama em seu discurso da vitória. Se tratou da fala de um estadista e não de um triunfalista! Obama não deu um sorriso, não tinha que dar mesmo! Ele está atrás de mudança e não de ser o 1o presidente negro a se eleger e provar pra todo mundo que ele pode! Não, ele está tenso! Porque agora que vai começar o seu trabalho.

Como seria o Obama se seguisse o comportamento e compromisso das empresas tradicionais? Igualzinho o Lula… quando o Lula foi eleito ele disse sorridente e emocionado: “nunca duvidem da capacidade de alguém da classe trabalhadora de vencer na vida”. Para o Lula não tinha causa, propósito, nada disso. Se tratava de uma vitória pessoal.

Mas alguém pode dizer: “Poxa, mas não precisa desse troço de propósito! O Lula conseguiu excelentes resultados, tanto que conseguiu recorde histórico de aprovação pela população!”. “Ahh Diego, você também fala dos líderes empresariais (CEO´s) que não tem uma causa, porém suas empresas muitas vezes tem muito sucesso”.

Para esse tipo de pensamento há uma resposta simples que está numa citação do polêmico comentarista esportivo Jorge Kajuru “O Dunga até pode levar a Copa, como um poste também conseguiria com a qualidade dos jogadores brasileiros”. E isso é o que acontece com os Líderes sem causa (Lula e CEOs com estilo da Era Industrial), eles estão em contextos perfeitos que até um poste conseguiria resultados. Lula herdou uma economia acertada pelo Fernando Henrique e com o mundo em pleno crescimento. Muitos presidentes de grandes empresas não precisam criar nada novo só usar seu poder junto a outras mega-empresas ou o governo.

O que importa de verdade para um líder é a escolha que divide os que ficam para a história ou os que conseguem uma vitória pessoal. Essa escolah na realidade se trata de servir a um bem comum ou ao bem próprio. Ter e gerar milhões de reais ou impactar positivamente milhões de pessoas.

OBS: Aos que acham que sou otimista demais com o Obama, não sou não. Não acredito nisso que dizem “ah, mas ele não vai parar a guerra totalmente” “ah, ele não vai tirar os subsídios que atrapalham o Brasil”. Porque ele nunca quis ser presidente do mundo, atender ao mundo. Mas sim aos EUA, ele é presidente de lá. Ele mesmo disse em seu discurso que as pessoas vão cobrar resultados no primeiro ano, mas eles so virão em quatro ou mais.

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Estratégia empresarial e Política - As lições de Marketing de Barack Obama

Estratégia, como eu sempre digo aqui no blog, está presente em todos momentos em nossa vida e inclusive na política (obviamente).

Sempre acompanho a política com o olhar estratégico, e aproveitei que houveram eleições municipais recentemente e que é o dia de votação para o presidente dos EUA para fazer algumas considerações.

Obama é a versão americana do Lula, só que com curso superior completo (e ainda em Harvard, diga-se de passagem). Carismático e inteligente, ele representa o diferente, o novo, a MUDANÇA ! Mote usado pelo nosso atual presidente para vencer a eleição de seu primeiro mandato. Tanto que Obama usa o lema “Change - We Can Believe in it”.

Independente de vencer ou não, Obama deixará um grande legado para as empresas quando o assunto é Marketing! Ele usou todos os recursos da Web 2.0, com direito a twitter, blog e etc… para se comunicar com a chamada Geração Y, tanto que ele é o responsável por levar a maioria dos jovens às urnas.

A lição de Marketing do Obama que ficará para as empresas é:

1) Dê uma causa para o seu cliente!

Obama deu a causa da mudança, gerou impacto emocional e engajou os eleitores americanos. Assim, a sua mensagem não saia apenas das campanhas publicitárias, mas também do boca-boca das pessoas, e de campanhas geradas pelos próprios eleitores (que é conhecido no Marketing como CGM - consumer generated media). O maior exemplo disso foram os vídeos e blogs criados na Internet espontâneamente, dentre os quais a que mais se destacou foi a Obama Girl, uma garota que inventou uma música e clipe para o candidato, o qual teve mais de 10 milhões de visualizações no Youtube!

2) Tenha uma presença online!

Até uns dois anos atrás ainda tinha gente que falava: “meu cliente não está na Web”. Mas quando até a Casas Bahia faz um hotsite e planeja criar um ecommerce. Ou com a disseminação de lanhouses pela periferia se torna quase um pecado à inteligência dizer isso.

A idéia de invadir o espaço do cliente para fazer anúncios, conhecido como marketing de interrupção, essa estratégia está sendo cada vez menos eficiente. Em vez disso o Marketing tem caminhado para criar espaços de interação em que a pessoa possa se informar, trocar idéias, se expressar e se relacionar com outros. É só ver o site do McCain comparado com o de Obama e os resultados que ambos tiveram na Web. Enquanto o site de McCain lembra um velho portal cheio de funcionalidades semelhante aos sites da década de 90, o de Obama e clean e objetivo digno de ser feito em 2008.

No próximo post vou falar sobre como colocar a estratégia de forma a entender a cabeça das pessoas, como exemplo usarei o Obama, Lula e o embate entre Marta Suplicy e  Kassab

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Estratégia de Marketing: Falar a verdade - Case Apple X Microsoft

O jeitão tradicional de fazer Marketing em que se vende a empresa como perfeita falando “atendimento e qualidade é com a gente” ou então no marketing de produtos de massa usar promessas surreais! Como no comercial do desodorante Axe, onde um batalhão de mulheres [vídeo] correm atrás de um garoto porque ele passou o desodorante da marca.

Seth Godin já escreveu um livro falando que todo Marketeiro é um mentiroso, fazendo uma alusão que o Marketing é (1) subjetivo / emocional e (2) ele conta uma história. Porém, essa história com um apelo emotivo tem que fazer sentido! Em vez de ser surreal, sem sentido e relevância. O próprio autor ressalta que as idéias vendidas pelas marcas precisam ser genuínas.

Levando em conta toda essa história de Marketing, chegamos ao embate de gigantes Apple X Microsoft. Um embate que não houve perdedores, mas sim dois vencedores dentro do seu posicionamento.

A Apple lançou uma campanha com dois atores, em que cada ator representava um usuário de PC e o outro um de Macintosh [vídeo]. Com o segundo o cara despojado e descolado fazia coisas fora-do-comum que o gordinho careta não fazia! Sensacional a Apple se posicionou como inovadora, como empresa que serve para os 10% de descolados da Terra.

A primeira parte do contra-ataque da Microsoft aos avanços da empresa de Jobs pareceu ridículo e sem resultados, numa propaganda em que Gates contracena com Seinfeld numa loja de sapatos [video] (não me perguntem o porquê). Porém, na segunda tentativa o desempenho foi excelente! A Microsoft simplesmente assumiu a verdade! uma idéia genuína: mostrou as pessoas que usam PC fazem coisas comum, mas que são extremamente importantes como cuidar de reservas florestais, realizar projeções financeiras e etc… trabalhos fundamentais para o nosso dia-dia [vídeo], o que 90% das pessoas do mundo fazem.

O fundamental ao analisar a estratégia de Marketing de ambas empresas é ver que gastaram pouco dinheiro: as campanhas não tiveram grandes efeitos especiais, nem contaram com grandes astros (pelo menos na parte boa… rs), até a mídia foi prioritariamente a Internet, apesar do grande orçamento de publicidade da Microsoft. Porém, ambas se posicionaram claramente dentro do seu público (de nicho para a Apple e as massas para a Microsoft). Marketing simples, barato e eficiente como toda empresa sonha em ter, só que se perdem no meio de idéias geniais, orçamentos milionários e egos inflados.

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O desafio de unir planejamento e inovação [Revista HSM]

Esse é o terceiro artigo de uma série sobre “planejamento X inovação”. No primeiro artigo foi colocado o problema da ênfase da maiorias das empresas só no planejamento e pouco na inovação as deixam fortes (com os processos em dia e bem organizada), porém burras (não conseguer entrar em novos mercados e se renovar).

Os motivadores dos executivos agirem desse modo foram ressaltados no segundo artigo, que levou em consideração que ambos os modelos (foco na inovação ou no planejamento) tem benefícios e malefícios, só que o primeiro (o do planejamento) os benefícios são de curto prazo, o que favorece sua adoção. O grande desafio que se forma é como juntar esses dois comportamentos que são antagônicos numa organização?

Sabemos que na prática a empresa é uma Apple (inovadora) ou uma Microsoft (planejadora), dificilmente os dois. Christensen já disse que as empresas não conseguem levar pra frente novos produtos por causa dos produtos do status quo serem responsáveis pelas receitas da empresa. O que acredito é que para ter as duas culturas é necessários criar novas unidades de negócio autonômas, independentes das metas e planos atuais. Parece ser a única maneira de superar esse paradoxo (dilema). É comum vermos no mercado grupos empresariais se formando em que os novos negócios faturam bem mais que os “tradicionais”, como acontece com o Grupo Votorantim que o alumínio é a menor parte dos dividendos gerados pelo grupo ou como a GE tem faturado tanto com a rede de tv NBC e parou de fazer geladeiras. Todos esses negócios criados a parte da cultura do negócio tradicional. Encontrei na HSM meses atrás uma entrevista com Moore em que ele comenta sobre isso.

Inovações radicais não devem, em geral, ser perseguidas por organizações estabelecidas. Há muita inércia a vencer. Ao contrário, tais empresas têm de permitir que o ecossistema de capital de risco financie e desenvolva start-ups até que elas tenham cruzado o abismo.” - Geoffrey Moore - HSM de Março de 2008

Textos Anteriores do tema:
Bom Planejamento ajuda, mas também é um problema na gestão - BSC
Como conciliar inovação e planejamento na prática - continuação

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Pessoas, negócios e estratégia em rede

É intrigante como ao mesmo tempo em que o conceito de rede avança no mundo através de tecnologias como blogs, redes sociais, wikipedia. Até os movimentos econômicos da globalização vêm quebrando as barreiras entre empresas de diferentes países. Assim, muito me surpreende quando vejo empresas ou empreendedores dizendo: “Não posso falar do meu projeto”, “Podemos assinar um contrato de exclusividade para eu apresentar minha idéia?” ou “Não podemos falar qual vai ser nosso produto pra você que é nosso fornecedor, quando lançarmos te falamos sobre”

Eu acompanho o blog do Alexandre Formagio olha o que ele escreveu recentemente, a respeito da nova empresa que ele está abrindo:

Ainda não posso abrir muitos detalhes do que será o foco dela, mas nesta série (que pretendo que seja semanal) irei abrindo detalhes estratégicos aos poucos, até por conta de concorrência, terei que sempre pensar bem nas informações que vou abrir… - Abertura de minha nova empresa

Em compensação olha como a IBM encara a divulgação de seus projetos e idéias:

Durante muito tempo, a IBM insistiu em fazer tudo sozinha e tentar depois vender sua idéia ao resto do mercado. Percebeu, agora, que trabalhar em conjunto com outras empresas facilita, entre outras coisas, a criação de padrões que as demais companhias do ramo possam licenciar e usar. “Estamos acatando definitivamente os padrões abertos. A razão é simples: o patrimônio do cliente não é o computador, mas sim as aplicações”, diz Fernando Mitri (presidente da IBM Brasil na ocasião)

Veja o McDonald´s, a Microsoft e tantas outras empresas que tiveram sucesso compartilhando seu conhecimento com todos. Imaginem se o McDonald´s tampasse sua cozinha e proibisse qualquer outra lanchonete de copiar seu negócio (em vez de ensinar todos os segredos do negócio aos franqueados) ou a Microsoft impedisse que as empresas como Oracle, Macromedia e etc desenvolvessem programas para a sua plataforma.

Para o plano de uma empresa ter sucesso ou a idéia de um novo negócio acontecer, só há uma maneira de conduzir: é divulgando na rede! Em blogs, conversas com outras empresas e etc. Hoje o poder do sozinho é muito fraco e difícil de implementar.

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Entrevista com Fábio Seixas - Parte 2 - Marketing

Post Anterior: Entrevista com Fábio Seixas - Parte 1 - Empreendedorismo

Essa é a continuação da entrevista feita com o Fábio Seixas, o criador do site Camiseteria. Na primeira parte conversamos sobre Empreendedorismo e negócios! E ele surpreendeu quando disse a forma como conseguiu investimento, vendendo camisetas para amigos antes de elas serem feitas.

Nessa segunda parte conversamos sobre as preciosas lições de Marketing que podemos tirar desse case de sucesso.

5) O Camiseteria não compete por preços, mas sim com um serviço diferenciado adicionada de uma comunidade em volta dele. Me parece que vocês não anunciam no Buscapé (onde o forte é a comparação de preços), nem pagam por cliques no Google Adwords (sistema de anúncio das buscas do Google).Certo?

Certo. Obviamente chegamos a testar essas suas opções de publicidade, mas optamos por usar o relacionamento como principal ferramenta de marketing.

Nesse contexto o Camiseteria se insere como uma empresa de nicho, e sendo assim como é possível a sua expansão? A única via seria criar outras empresas como “bolsaria”, “calçaria” e etc? Quais são seus planos para expandir o Camiseteria?

O Camiseteria é uma empresa de nicho, mas o que percebemos é que se trata de um nicho muito grande. Costumamos dizer que quem usa camisetas são jovens de 8 a 80 anos. Ou seja, todos usam camisetas e existe um mercado enorme ainda a ser explorado e conquistado. Mas isso não impede a expansão para outros nichos similares como acessórios, por exemplo. Nosso plano de expansão é um misto de atuação online com atuação offline.

6) Você disse na entrevista ao blog Biz Revolution que o objetivo do Camiseteria é “valorizar o mercado de design nacional”, nesse sentido você pensa em disponibilizar o Camiseteria em outros países? Esse objetivo é maior do que permitir às pessoas comprarem camisetas diferenciadas?

O Camiseteria tem um conjunto de objetivos. Valorizar o design nacional é um deles. Camisetas diferenciadas é, sob certo aspecto, um meio para atingir esse objetivo. A expansão internacional é uma possibilidade e vemos como uma forma de levar para fora as criações de designers brasileiros.

7) Cada vez se consolida a tendência do Marketing de gerar comunidades em vez de ficar seduzindo clientes com propaganda de massa, como a Camiseteria faz muito bem. No entanto esse tipo de Marketing não é restrito a empresas de nicho que vendem produtos especializado? Seria possível usar tal Estratégia / Marketing com empresas que vendem produtos “commodity” como faz a Amazon nos EUA e o Submarino no Brasil?

Em termos de nicho, quanto menos específica for a empresa, mais difícil é criar o senso de comunidade. Mas ainda assim, acredito que é possível criar comunidades em empresas que vendem commodity. A Amazon tem uma grande comunidade, mas mesmo assim não existe um senso tão grande de comunidade. Empresas como a Amazon e o Submarino poderiam criar mini-comunidades dentro de suas grandes comunidades. Poderiam criar um canal de relacionamento só para clientes que gostam de livros do Harry Potter, clientes entusiastas por fotografia ou mesmo esportistas fãs da Nike. Comunidade é sinônimo de pessoas com gostos semelhantes. O fato de uma empresa vender de tudo, não a impede de agrupar de alguma forma, pessoas com os mesmos interesses.

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Brandgame: uma visão fora do senso-comum de Marketing

Acabei de descobrir o blog Brandgame, se trata do blog da consultora em Marketing, Monica Sabino, especialista em Branding. Ela mantém seu blog bem ativo e sempre com opiniões bem críticas em relação ao mundo do Marketing sempre propondo novas visões para as empresas!

Cheguei a ela por esse artigo sobre o Google e o Branding… onde ela fala que há um enorme paradoxo quando o Google investe quase nada em Branding e é uma das marcas mais valiosas do mundo. Enquanto as empresas que mais investem em Branding não estão entre as mais valiosas do mundo. Vale a pena ler e guardar nos seus favoritos!

Além do conteúdo rico do blog, é interessante ver como ela é antenada em Marketing mesmo (sem aquela idéia horrível de “casa de ferreiro, espeto de pau”) e marca presença na web com seu site, blog, perfil na Via6 e Linkedin , links no delicious e até um albúm de fotos no Flickr. Só falta, em termos de “Marketing 2.0″, um pouco de sinergia entre as ferramentas, design e se relacionar mais com os blogs (no blogroll da Brandgame tem sites institucionais e apenas um blog).

OBS: Todos os blogs têm (ou deveriam ter) uma seção chamada “Blogroll” que fica normalmente na coluna direita. Essa parte é para os blogs se indicarem e criar uma verdadeira rede de troca. Porém, muita gente apenas colocam blogs que gostam lá e não fazem uma introdução… agora conforme eu for colocando blogs no meu Blogroll eu vou fazer uma apresentação sobre cada um como nesse post.

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