Lições de estratégia e gestão na Crise da bolsa: Improvisação
Estou escrevendo uma série de lições de management que podem ser tiradas da crise na bolsa, a primeira foi o problema de quando administrar o caixa financeiro da empresa se torna a principal foco da organização.
O antônimo de estratégia é improvisação! Ao mesmo tempo que pode ser positivo como sinal de flexibilidade e criatividade no curtissimo prazo, nunca deve comprometer ao longo do tempo. Que é justamente o que os governos estão fazendo na atual crise!
“a administração da crise segue no ritmo da improvisação. Se alguém congelado nos anos 80 acordasse no final dessa primeira década do século 21, seria difícil fazê-lo acreditar que o quadro descrito acima não se referia ao Brasil. Pior ainda seria convencer a mesma pessoa de que esse cenário reflete a realidade atual dos Estados Unidos.” - Exame de 24/9/08
O caminho para haver ações estratégicas em vez de improvisações na gestão, é pensar sempre na causa do problema e não nos sintomas da causa, é a famosa analogia que fazem ao dizer que é preciso consertar o buraco do teto da goteira em vez de colocar um balde embaixo! Esse simples conceito é esquecido quase sempre no dia-dia das empresas, o que acaba criando uma cultura de improvisação!
A grande questão está em que é visto com ótimos olhos dentro das empresas quando se “bate” metas, resolve problemas, melhora o caixa e etc. Mesmo que há um custo altíssimo (compromentendo toda a estratégia da empresa).
Eu recebo todo dia um SPAM da própria TIM no meu celular TIM falando pra eu gastar meu dinheiro no Quiz deles, esse produto (quiz) deixa 99,9% dos clientes “p da vida”, mas 0,1% até topam gastar dinheiro com essa porcaria, o que deve dar no final do ano uma receita com mais de um milhão de reais, mas há um custo enorme de desgaste da marca e perda de fidelidade dos clientes (agora que a Oi chegou em são paulo não tenho dúvidas que vou trocar minha operadora). Só que o grande porém da história é que o executivo que bolou essa ação improvisada de gerar receita, deve estar recebendo parabéns de toda diretoria da TIM (argh!).
Na questão atual da economia todos os governos do mundo têm falado em bilhões e mais bilhões para resolver o problema, mas o modelo mental de que banqueiro tem que sempre ganhar muito dinheiro e ser protegido (que é a causa disso tudo) continua intacto.
Se uma empresa superar a cultura de improvisação ela vai parar de ter lucro (no final do trimestre) e passará a ter prosperidade (crescimento por anos). E isso não é fácil, porque o verdadeiro desafio está em superar todos os incentivos que o mundo corporativo oferece para essa prática auto-destrutiva como metas de curtíssimo prazo, foco no financeiro (como falado no post anterior), acionista como principal entidade que a empresa serve na prática entre outras.









