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Como conciliar inovação e planejamento na prática - continuação

No artigo anterior, eu coloquei os aspectos negativos do planejamento nas empresas, que nos livros e no senso comum parece só ter ponto positivo! Mas foi colocar aqui no blog sobre isso, e já veio as reações das pessoas nos comentários apoiando:

O Gilberto disse: “As empresas ainda vivem sob o exagero do taylorismo. Por isso o papo de inovação e colaboração vai até certo ponto. De lá não passa”. E o Renato afirmou: “Tenho um chute sobre o porquê do exagero nas empresas do planejamento e dos processos: é mais fácil. É informação documentada, codificada (como diz o Clemente Nobrega) em etapas e processos. Fica fácil.”

Apesar de concordar com o Gilberto temos que entender o porquê do excesso de planejamento das empresas. Além do que o Renato disse a respeito de ser mais fácil do que a inovação, outro aspecto que para mim é fundamental para a supremacia do planejamento: o excesso de planejamento sem “inovação real” funciona!!! dá resultados!!! Só que num determinado contexto ele funciona e em outros ele leva a empresa à falência (vide a IBM no início da década de 90 ou a situação atual da Xerox e Kodak).

Há dois consensos contraditórios em gestão nas empresas, o consenso na hora de falar e outro na hora de praticar… Na hora de falar o discurso é: Vamos inovar! os valores de equipes e empresas têm inovação, os livros e revistas só falam disso. E o consenso na hora da prática, onde só há planejamento e quase nenhuma inovação (é estranho que nas revistas de negócio nunca falam de planejamento, não é verdade!).

A grande questão é que se forma um paradoxo, onde nenhum é perfeito (só planejamento ou a inovação isolada são grandes problemas). E o grande desafio é como juntar ambos sem se anularem, com um prevalescendo sobre o outro.

Há dois tipos de gestão: a inovadora (empreendedora) e a planejadora (administrada). Que todo mundo fala que tem que juntar as duas… o que na prática não é fácil e é isso que vou falar no próximo post sobre a única maneira que me parece possível fazer isso.

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As pessoas querem Igualdade Social?


Sempre surge nas discussões sobre a sociedade a questão de “como alcançar a igualdade social?”… Porém, a chave para a inovação ou para a solução de problemas é repensar as perguntas em vez de achar respostas. É muito mais uma questão de mudar os nossos modelos mentais do que, nesse caso, investir milhões em programas assistenciais ou estabelecer políticas públicas não-produtivas.

James Roberts ao ser questionado pela Veja sobre como proporcionar igualdade social reformulou a pergunta e trouxe uma nova visão sobre as necessidades de uma sociedade.

Pergunta da Veja: “A liberdade econômica é capaz de diminuir a desigualdade social de um país?”

Roberts: “Em primeiro lugar, é preciso definir o que vem a ser igualdade social. Esse conceito pressupõe que todos sejam forçados a viver em casas idênticas, ganhar os mesmos salários, comer as mesmas comidas e acreditar nos mesmos valores? Essa abordagem totalitária já foi tentada na União Soviética e está em pleno vigor em Cuba. Os resultados foram e são desastrosos, para não dizer trágicos.”

“As pessoas não nascem iguais. Elas possuem habilidades e talentos próprios. Cada uma deve decidir sozinha o que quer fazer da vida: se prefere tabalhar duro ou levar uma existência mansa e tranquila. O principal papel do governo não é ir contra essa realidade e forçar algo que não existe nem existirá. O bom governante é aquele que oferece oportunidades iguais para todos buscarem a própria felicidade. O capitalismo promove níveis desiguais de prosperidade. Como diria o estadista Winston Churchill, isso é muito melhor do que produzir miséria igual para todos, como faz o socialismo.”

É fato que na sociedade brasileira há “necessidades não-atendidas”, mas talvez não seja a de igualdade de benfícios, mas sim de oportunidades (que o pessoal que gosta do bolsa-família não nos ouça). Isso quer dizer poder de escolha de como vai viver. Quando se pensa qual é o modelo melhor se o Socialismo ou o Capitalismo, é só ver o que as pessoas querem, e isso é o principal motor que deve mover uma nação e seu sistema político-econômico. Isso é muito fácil de responder: Quantos americanos arriscam sua vida para entrar ilegalmente em Cuba (socialismo, com igualdade social). E quantos cubanos fazem o contrário pára entrar nos Estados Unidos (capitalismo, com igualdade de oportunidades)

*Trecho da Veja retirado do blog Aprendendo Empreendendo

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Arnaldo Jabor concorda comigo sobre Gestão de Pessoas

Foi muito legal ver hoje de manhã o post do Clemente Nóbrega que ele postou na Sexta em seu Blog falando sobre gestão, o qual ele resgatou uma entrevista do Arnaldo Jabor de 1997, que saiu na Veja. O que ele disse foi algo parecido com o que postei Domingo passado no post Gestão de Pessoas X Motivação que eu dizia:

A verdadeira gestão de pessoas é nem um pouco charmosa, nem intelectual, muito menos exige grandes verbas. Há nada de fins-de-semana fazendo rafting, análise sub-quântica do propósito da vida dos colaboradores ou uma comunicação engraçadinha sobre os objetivos da empresa… é simplesmente primeiro ver o que poderíamos estar fazendo melhor em nossa área e depois ver a empresa como um todo o que poderia estar fazendo de melhor no mercado.” Diego Monteiro

Enquanto Jabor disse:

As mudanças que têm de ser feitas no Brasil estão catalogadas cientificamente. Só que não têm a grandeza épica com que tantos intelectuais sonham. São um pouco mais sem graça. Com a diferença de que funcionam… Como é que você vai mobilizar partidos, opinião pública, pessoas, em função de coisas não muito atraentes? Coisas que não têm a clareza de um belo slogan: ”Proletários uni-vos” ou “o imperialismo americano nos destruiu”. Esses slogans são muito mais legíveis do que “reforma disso, reforma daquilo”…
… O ideólogo odeia o concreto. O ideologismo me dá medo porque prescinde do estudo, da técnica, da análise. O sujeito nomeia o presidente do Instituto Nacional do Câncer só porque ele é de esquerda - e não existe câncer de direita, câncer de esquerda. Eu tenho medo dessa falta de objetividade que o ideologismo estimula.” Arnaldo Jabor

Parece que a prática para melhorar as empresas e o país é simples e há tempos se sabe do como fazer (eu não descobri isso agora, nem o Jabor 11 anos atrás). Porém, o grande impedimento é o modelo mental e os reais interesses de quem está nas lideranças das organizações (públicas ou privadas) e de quem os patrocina de alguma maneira (os colaboradores, clientes, eleitores e etc).

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Propósito - Por quê você trabalha? [Pessoas] [Web]

Por quê trabalhamos?

Quando se acredita no que faz, vemos o poder que temos de realizar mudanças… micro-mudanças, pequenas ou grandes, elas acontecem! Isso é muito mais gratificante do que apenas trabalhar para tirar o dinheiro do fim do mês.

Escrevi isso quando recebi com grande surpresa a notícia de que o Wagner Fontoura do Boombust, junto com o Helton, Caio e Luiza criou o Brogui Blogs, projeto que resumidamente pode ser considerado uma incubadora de blogs, incentivando o pessoal da web a criar seus blogs. Como se fosse um projeto de “Inclusão Blogal”, sem intenção eleitoreira.

O mundo dos blogs assim se torna uma ótima referências para pensarmos em propósito nos projetos que nos engajamos e nas coisas que fazemos como o trabalho. Enquanto os blogs líderes só pensam em ganhar dinheiro com propaganda (de todas as formar possíveis), criando uma série de projetos somente com esse fim, parecendo que 100% de suas ações estão voltadas para o seu próprio umbigo (ou bolso quem sabe). Ao mesmo tempo, surgem inciciativas como essa, em que apostam no ideal da coisa, no poder de todo mundo blogar.

Vale lembrar que o Wagner gerencia o NossaVia, blog que surgiu com o objetivo de popularizar os blogs e tornar acessível a todos, com conteúdos não-técnicos. O qual tive a oportunidade de dar o pontapé inicial.

Com certeza os Blogs estão tendo uma pequena liderança preocupada em construir um mundo mais democrático, com informações mais ricas e um maior acesso ao conhecimento. Enquanto a grande maioria está preocupada em vender mais anúncios. É muito fácil perceber os dois lados da moeda: quem vai ganhar uns trocados hoje de imediato e quem vai mudar o mundo de amanhã.

Em qual você dos dois você se sentiria realmente realizado?

E você no seu trabalho no seu dia-dia? Com qual desses dois comporamentos você mais se identifica?

Henry Ford que no início do século passada acreditava tanto que as pessoas deveriam usar carros em vez de cavalo para se transportar, que faliu três vezes em 10 anos de trabalho duro até ver o seu sonho se materializar.

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Tio Hédige afeta a Economia? [Sociedade]

Escrevi esse post inspirado no post de um amigo meuo Daniel do Aprendendo  Empreendendo. Eu gosto muito desse blog, porém nesse post sobre Economia eu entendi nada, então resolvi falar sobre o que eu entendo de Economia.

tiom.jpgEu vou falar de Economia, mas não vou falar da Luzia, da Josefina e nem do Hédige. Vou falar de empreendedorismo. Porque a economia é geração de riqueza, é empreendedorismo.

Hedge funds, juros, índice da bolsa de valores, risco-país consertam uma economia por uns meses talvez uns anos. Mas depois vem a dor-de-cabeça de novo! Agora se você cria uma nação empreendedora a economia fica sustentada por décadas.

O Estados Unidos é hoje a maior economia do mundo, não por causa do Tio Édige, mas porque a maior parte das coisas que consumimos hoje foram empreendimentos gerados lá 60 anos atrás (lembra que eu falei que o empreendedorismo dura décadas!). Pessoas como Walt Disney, Henry Ford, Alfred Sloan, Sam Walton são os exemplos desses milhares de pessoas que causaram isso na Economia americana.

E hoje como está a economia americana? Bem, o Tio Édige… ele não interessa! Mas quantos produtos usamos no nosso dia-dia que vêm dos EUA? São muitos, porém bem menos do que 10 anos atrás. Nosso celular favorito vem da Finlândia, nosso carro favorito vem do Japão, o software da nossa empresa foi feito na India , a tecnologia wireless da China, a mão de obra de todos os produtos de países asiáticos. Tirando os produtos da era de auge da economia americana de 60 anos atrás, temos o Iphone, e bem … o Iphone só.

Assim, O que afeta a Economia não é o Tio Édige, mas sim o Tio Steve Jobs!

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