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Gestão e Estratégia de Empresa para lidar com a Crise

Uma leitora desse blog mandou duas perguntas, a primeira é sobre como conciliar a inovação e o operacional de uma empresa que está respondida no artigo (post) anterior. E a segunda está abaixo:

“Gostaria de saber que estratégia você recomendaria para as empresas, identificarem as novas oportunidades de mercado na crise atual?””

Como sempre a estratégia em um contexto de crise dependerá da especifidade de cada mercado. Porém, normalmente criar uma oferta “low-fare” (o maior exemplo desse tipo de serviço são os de companhias aéreas como a Gol) pode ser uma grande saída, isso significa uma opção mais barata ao seu mesmo produto / serviço, o que faz sentido na grande maioria dos segmentos. Uma vez que as empresas e pessoas estão cortando os custos ao máximo.

Um exemplo é uma reportagem recente da Você S/A em que aconselhava os executivos a marcarem encontros de negócios  no café-da-manhã e em lugares como o Octavio Café (um dos cafés mais caros de São Paulo) no lugar de almoços em restaurantes caros, já que apesar da sofisticação do lugar, ter uma refeição de manhã sai bem mais em conta do que no almoço em um lugar tão sofisticado quanto. Ou seja, mesmo no segmento de luxo estão sendo procuradas ofertas do mesmo produto (o local ainda é de luxo) porém com configurações de menor custo (ir pela manhã em vez do almoço).

Assim, se você vende computadores é possível criar novas configurações mais simples ou com menos serviços envolvidos (por exemplo, ter uma opção mais barata para o cliente retirar e instalar o produto). É importante frisar que normalmente é muito difícil alterar o produto em si e é mais fácil modificar os serviços agregados, portanto as empresas baseadas em serviços tem o maior potencial para tal. Uma Agência de Comunicação pode tentar prospectar clientes com maior porte do que o de costume, por esses estarem dispostos a ouvir fornecedores menores e com custos mais baixos. Ou se você faz Buffet para eventos de alto nível, você pode formatar e sugerir um novo tipo de evento que acontece no fim de tarde com um chá da tarde (que não tem muita custo de comida nem bebida alcólica) ou usar a criatividade para propor lugares alternativos que pareçam inovadores e agradáveis mais do que um “corte de custos”.

O importante nesse caso é não deixar que a operação se torno a única preocupação da empresa, agindo como um  “executivo poste”, fazendo com que o fluxo de caixa positivo no final do mês comprometa a estratégia da empresa. Nunca a empresa pode deixar de ser estratégica. Fixar o pensamento apenas no curto prazo (geração de caixa) é um contra-senso uma vez que esse modelo mental que gerou o atual estado da economia e de muitas empresas (principalmente as do setor financeiro). Isso me lembra uma frase do Einstein em que ele diz: “Não podemos resolver problemas usando o mesmo tipo de pensamento que usamos quando os criamos”.

Isso é nítido quando vemos às últimas edições da Revista Exame. Na Edição de 05 de Fevereiro a matéria de capa dizia: “Pesquisa exclusiva realizada por EXAME com 170 presidentes de companhias brasileiras mostra que o perfil estrategista deu lugar ao executivo ocupado com minúcias da operação e com o caixa da empresa“. Isso é um comportamento típico de um “executivo poste” que se foca no curto prazo. Porém, a própria Exame na Edição de 19 de Março já mostra como essa mentalidade é extremamente perigosa, apontando a política de altíssimo bônus aos executivos pelo resultado do ano a responsável por criar uma cultura de curtíssimo prazo nos bancos e empresas. O que, na verdade, foi o verdadeiro responsável pela crise atual: “Numa era de culto ao curto prazo - na qual, muitas vezes, controladores, sócios, empregos e até valores são transitórios -, tudo parecia fazer sentido. Valia vender o futuro para comprar o presente”.

Se você quiser mandar uma pergunta para esse blog mande e-mail para peoplebased@gmail.com

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Liderança e Missão de uma Empresa: a lição de Barack Obama

No post anterior eu havia falado sobre a inovação de Obama de Marketing ao usar redes sociais e a Web 2.0 para se promover (ele tem mais de 1 milhão de “amigos” no Facebook).

Os dias se passaram e o favoritismo do candidato que tem unanimidade no mundo se comprovou nas urnas americana. Barack Hussein Obama é o novo presidente dos EUA!

Seguindo meu post anterior surge inevitavelmente uma questão, essa vitória significa uma vitória do Marketing na Web 2.0? Não, isso não foi uma vitória da publicidade em redes sociais. Mas sim de uma estratégia com (1) propósito e (2) divulgação adeqüada (redes sociais). A raiz do sucesso obtido é a missão, o porquê de sua empreitada! por causa disso Obama engajou todo mundo em torno de seu propósito, sua causa. E as redes sociais serviram apenas (e não menos importante) como um catalisador dessa intenção.

Acho até engraçado como nas corporações e o pessoal de publicidade, pensa que a publicidade, o meio, é um fim em si. Me espanta ver milhões investidos em mídias, estratégias e etc sem nenhuma causa! Felizmente tem surgido uma onda de relevância da mensagem, de que a melhor estratégia é mexer no produto, da empresa ter uma causa e gerar evangelistas (Buzz Marketing), que parece ser o início de que as empresas vão acordar para a realidade.

A demonstração dos resultados de se ter um propósito foi vista com o Obama em seu discurso da vitória. Se tratou da fala de um estadista e não de um triunfalista! Obama não deu um sorriso, não tinha que dar mesmo! Ele está atrás de mudança e não de ser o 1o presidente negro a se eleger e provar pra todo mundo que ele pode! Não, ele está tenso! Porque agora que vai começar o seu trabalho.

Como seria o Obama se seguisse o comportamento e compromisso das empresas tradicionais? Igualzinho o Lula… quando o Lula foi eleito ele disse sorridente e emocionado: “nunca duvidem da capacidade de alguém da classe trabalhadora de vencer na vida”. Para o Lula não tinha causa, propósito, nada disso. Se tratava de uma vitória pessoal.

Mas alguém pode dizer: “Poxa, mas não precisa desse troço de propósito! O Lula conseguiu excelentes resultados, tanto que conseguiu recorde histórico de aprovação pela população!”. “Ahh Diego, você também fala dos líderes empresariais (CEO´s) que não tem uma causa, porém suas empresas muitas vezes tem muito sucesso”.

Para esse tipo de pensamento há uma resposta simples que está numa citação do polêmico comentarista esportivo Jorge Kajuru “O Dunga até pode levar a Copa, como um poste também conseguiria com a qualidade dos jogadores brasileiros”. E isso é o que acontece com os Líderes sem causa (Lula e CEOs com estilo da Era Industrial), eles estão em contextos perfeitos que até um poste conseguiria resultados. Lula herdou uma economia acertada pelo Fernando Henrique e com o mundo em pleno crescimento. Muitos presidentes de grandes empresas não precisam criar nada novo só usar seu poder junto a outras mega-empresas ou o governo.

O que importa de verdade para um líder é a escolha que divide os que ficam para a história ou os que conseguem uma vitória pessoal. Essa escolah na realidade se trata de servir a um bem comum ou ao bem próprio. Ter e gerar milhões de reais ou impactar positivamente milhões de pessoas.

OBS: Aos que acham que sou otimista demais com o Obama, não sou não. Não acredito nisso que dizem “ah, mas ele não vai parar a guerra totalmente” “ah, ele não vai tirar os subsídios que atrapalham o Brasil”. Porque ele nunca quis ser presidente do mundo, atender ao mundo. Mas sim aos EUA, ele é presidente de lá. Ele mesmo disse em seu discurso que as pessoas vão cobrar resultados no primeiro ano, mas eles so virão em quatro ou mais.

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Lições de estratégia e gestão na Crise da bolsa: Modelo Mental

Como diz uma famosa frase de Einstein “Não se pode resolver um problema utilizando-se o mesmo tipo de raciocínio que criou o problema”. Esse “tipo de raciocínio” é o modelo mental que usamos para tudo na vida e nesse caso nas empresas. Sempre ao criar um tipo de gestão ou estratégia adotamos um modelo mental para tal, o problema é que surgem problemas ou esse se torna desatualizado (acaba o prazo de validade), é só pensar que teve gente que ficou milionário vendendo caneta e hoje é um commodittie que o produto por si só, sem nenhum valor agregado como marca ou preço, não vende!

E dentro das empresas é a mesma coisa, a única certeza que há no mundo das organizações é que um dia o modelo atual não trará mais resultados, em determinadas empresas pode demorar 3 anos (como foi o caso do Yahoo que durou pouco até o Google destruir seu produto) ou 80 anos (como a Ford e a GM reinaram sem aparecer a Toyota junto à globalização). Quando entra nesse momento a grande maioria das empresas entram em colapso e são vendidas ou fecham as portas, é só ver que as 100 maiores empresas do mundo de 50 anos atrás, apenas 5 ou 6 ainda permanecem lá!

E o principal fator que impede as empresas de se renovar é justamente o apontado por Einstein:”é impossível resolver um problema usando o mesmo modelo mental que o criou”. A solução simples de causa-efeito: “as vendas estão baixas vamos investir mais em publicidade” (por exemplo).

A atual crise na bolsa é o exemplo de como a gestão dos governos querem resolver o problema usando o mesmo modelo mental que o criou. Investimentos (dinheiros doados) à bancos tem sido anunciados todos os dias, 800 bilhões de dólares, depois mais 250 bilhões e isso em todo o mundo! E o mercado responde com um dia de crescimento da bolsa depois volta a cair, gerando um círculo vicioso que só terá fim quando acabar a grana dos governos.

Não existe um problema de dinheiro na bolsa, mas sim um problema de confiança, de credibilidade! O modelo de gestão financeira baseado em injeção de grana e lucros a qualquer preço é justamente o que gera essa falta de credibilidade. O que resolveria o problema, é um novo modelo de atuação em que junto com injeção de capital (e não ele isolado) houvesse um plano bem claro e rigído para mudar as regras do jogo e impedir a festança dos bancos novamente. Aí sim um novo paradigma seria atingido e a confiança voltaria a reinar no mundo financeiro.

Esse é o terceito post de uma série de três posts sobre “Lições de estratégia e gestão na Crise da Bolsa”.

Primeiro Artigo: Lições de estratégia e gestão na Crise da bolsa: Improvisação

Segundo Artigo: Lições de estratégia e gestão da Crise na bolsa: Caso Sadia

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Como conciliar inovação e planejamento na prática - continuação

No artigo anterior, eu coloquei os aspectos negativos do planejamento nas empresas, que nos livros e no senso comum parece só ter ponto positivo! Mas foi colocar aqui no blog sobre isso, e já veio as reações das pessoas nos comentários apoiando:

O Gilberto disse: “As empresas ainda vivem sob o exagero do taylorismo. Por isso o papo de inovação e colaboração vai até certo ponto. De lá não passa”. E o Renato afirmou: “Tenho um chute sobre o porquê do exagero nas empresas do planejamento e dos processos: é mais fácil. É informação documentada, codificada (como diz o Clemente Nobrega) em etapas e processos. Fica fácil.”

Apesar de concordar com o Gilberto temos que entender o porquê do excesso de planejamento das empresas. Além do que o Renato disse a respeito de ser mais fácil do que a inovação, outro aspecto que para mim é fundamental para a supremacia do planejamento: o excesso de planejamento sem “inovação real” funciona!!! dá resultados!!! Só que num determinado contexto ele funciona e em outros ele leva a empresa à falência (vide a IBM no início da década de 90 ou a situação atual da Xerox e Kodak).

Há dois consensos contraditórios em gestão nas empresas, o consenso na hora de falar e outro na hora de praticar… Na hora de falar o discurso é: Vamos inovar! os valores de equipes e empresas têm inovação, os livros e revistas só falam disso. E o consenso na hora da prática, onde só há planejamento e quase nenhuma inovação (é estranho que nas revistas de negócio nunca falam de planejamento, não é verdade!).

A grande questão é que se forma um paradoxo, onde nenhum é perfeito (só planejamento ou a inovação isolada são grandes problemas). E o grande desafio é como juntar ambos sem se anularem, com um prevalescendo sobre o outro.

Há dois tipos de gestão: a inovadora (empreendedora) e a planejadora (administrada). Que todo mundo fala que tem que juntar as duas… o que na prática não é fácil e é isso que vou falar no próximo post sobre a única maneira que me parece possível fazer isso.

Texto inicial: Bom Planejamento ajuda, mas também é um problema na gestão - BSC

Continuação desse: O desafio de unir planejamento e inovação [Revista HSM]

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As pessoas querem Igualdade Social?


Sempre surge nas discussões sobre a sociedade a questão de “como alcançar a igualdade social?”… Porém, a chave para a inovação ou para a solução de problemas é repensar as perguntas em vez de achar respostas. É muito mais uma questão de mudar os nossos modelos mentais do que, nesse caso, investir milhões em programas assistenciais ou estabelecer políticas públicas não-produtivas.

James Roberts ao ser questionado pela Veja sobre como proporcionar igualdade social reformulou a pergunta e trouxe uma nova visão sobre as necessidades de uma sociedade.

Pergunta da Veja: “A liberdade econômica é capaz de diminuir a desigualdade social de um país?”

Roberts: “Em primeiro lugar, é preciso definir o que vem a ser igualdade social. Esse conceito pressupõe que todos sejam forçados a viver em casas idênticas, ganhar os mesmos salários, comer as mesmas comidas e acreditar nos mesmos valores? Essa abordagem totalitária já foi tentada na União Soviética e está em pleno vigor em Cuba. Os resultados foram e são desastrosos, para não dizer trágicos.”

“As pessoas não nascem iguais. Elas possuem habilidades e talentos próprios. Cada uma deve decidir sozinha o que quer fazer da vida: se prefere tabalhar duro ou levar uma existência mansa e tranquila. O principal papel do governo não é ir contra essa realidade e forçar algo que não existe nem existirá. O bom governante é aquele que oferece oportunidades iguais para todos buscarem a própria felicidade. O capitalismo promove níveis desiguais de prosperidade. Como diria o estadista Winston Churchill, isso é muito melhor do que produzir miséria igual para todos, como faz o socialismo.”

É fato que na sociedade brasileira há “necessidades não-atendidas”, mas talvez não seja a de igualdade de benfícios, mas sim de oportunidades (que o pessoal que gosta do bolsa-família não nos ouça). Isso quer dizer poder de escolha de como vai viver. Quando se pensa qual é o modelo melhor se o Socialismo ou o Capitalismo, é só ver o que as pessoas querem, e isso é o principal motor que deve mover uma nação e seu sistema político-econômico. Isso é muito fácil de responder: Quantos americanos arriscam sua vida para entrar ilegalmente em Cuba (socialismo, com igualdade social). E quantos cubanos fazem o contrário pára entrar nos Estados Unidos (capitalismo, com igualdade de oportunidades)

*Trecho da Veja retirado do blog Aprendendo Empreendendo

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Arnaldo Jabor concorda comigo sobre Gestão de Pessoas

Foi muito legal ver hoje de manhã o post do Clemente Nóbrega que ele postou na Sexta em seu Blog falando sobre gestão, o qual ele resgatou uma entrevista do Arnaldo Jabor de 1997, que saiu na Veja. O que ele disse foi algo parecido com o que postei Domingo passado no post Gestão de Pessoas X Motivação que eu dizia:

A verdadeira gestão de pessoas é nem um pouco charmosa, nem intelectual, muito menos exige grandes verbas. Há nada de fins-de-semana fazendo rafting, análise sub-quântica do propósito da vida dos colaboradores ou uma comunicação engraçadinha sobre os objetivos da empresa… é simplesmente primeiro ver o que poderíamos estar fazendo melhor em nossa área e depois ver a empresa como um todo o que poderia estar fazendo de melhor no mercado.” Diego Monteiro

Enquanto Jabor disse:

As mudanças que têm de ser feitas no Brasil estão catalogadas cientificamente. Só que não têm a grandeza épica com que tantos intelectuais sonham. São um pouco mais sem graça. Com a diferença de que funcionam… Como é que você vai mobilizar partidos, opinião pública, pessoas, em função de coisas não muito atraentes? Coisas que não têm a clareza de um belo slogan: ”Proletários uni-vos” ou “o imperialismo americano nos destruiu”. Esses slogans são muito mais legíveis do que “reforma disso, reforma daquilo”…
… O ideólogo odeia o concreto. O ideologismo me dá medo porque prescinde do estudo, da técnica, da análise. O sujeito nomeia o presidente do Instituto Nacional do Câncer só porque ele é de esquerda - e não existe câncer de direita, câncer de esquerda. Eu tenho medo dessa falta de objetividade que o ideologismo estimula.” Arnaldo Jabor

Parece que a prática para melhorar as empresas e o país é simples e há tempos se sabe do como fazer (eu não descobri isso agora, nem o Jabor 11 anos atrás). Porém, o grande impedimento é o modelo mental e os reais interesses de quem está nas lideranças das organizações (públicas ou privadas) e de quem os patrocina de alguma maneira (os colaboradores, clientes, eleitores e etc).

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Propósito - Por quê você trabalha? [Pessoas] [Web]

Por quê trabalhamos?

Quando se acredita no que faz, vemos o poder que temos de realizar mudanças… micro-mudanças, pequenas ou grandes, elas acontecem! Isso é muito mais gratificante do que apenas trabalhar para tirar o dinheiro do fim do mês.

Escrevi isso quando recebi com grande surpresa a notícia de que o Wagner Fontoura do Boombust, junto com o Helton, Caio e Luiza criou o Brogui Blogs, projeto que resumidamente pode ser considerado uma incubadora de blogs, incentivando o pessoal da web a criar seus blogs. Como se fosse um projeto de “Inclusão Blogal”, sem intenção eleitoreira.

O mundo dos blogs assim se torna uma ótima referências para pensarmos em propósito nos projetos que nos engajamos e nas coisas que fazemos como o trabalho. Enquanto os blogs líderes só pensam em ganhar dinheiro com propaganda (de todas as formar possíveis), criando uma série de projetos somente com esse fim, parecendo que 100% de suas ações estão voltadas para o seu próprio umbigo (ou bolso quem sabe). Ao mesmo tempo, surgem inciciativas como essa, em que apostam no ideal da coisa, no poder de todo mundo blogar.

Vale lembrar que o Wagner gerencia o NossaVia, blog que surgiu com o objetivo de popularizar os blogs e tornar acessível a todos, com conteúdos não-técnicos. O qual tive a oportunidade de dar o pontapé inicial.

Com certeza os Blogs estão tendo uma pequena liderança preocupada em construir um mundo mais democrático, com informações mais ricas e um maior acesso ao conhecimento. Enquanto a grande maioria está preocupada em vender mais anúncios. É muito fácil perceber os dois lados da moeda: quem vai ganhar uns trocados hoje de imediato e quem vai mudar o mundo de amanhã.

Em qual você dos dois você se sentiria realmente realizado?

E você no seu trabalho no seu dia-dia? Com qual desses dois comporamentos você mais se identifica?

Henry Ford que no início do século passada acreditava tanto que as pessoas deveriam usar carros em vez de cavalo para se transportar, que faliu três vezes em 10 anos de trabalho duro até ver o seu sonho se materializar.

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Tio Hédige afeta a Economia? [Sociedade]

Escrevi esse post inspirado no post de um amigo meuo Daniel do Aprendendo  Empreendendo. Eu gosto muito desse blog, porém nesse post sobre Economia eu entendi nada, então resolvi falar sobre o que eu entendo de Economia.

tiom.jpgEu vou falar de Economia, mas não vou falar da Luzia, da Josefina e nem do Hédige. Vou falar de empreendedorismo. Porque a economia é geração de riqueza, é empreendedorismo.

Hedge funds, juros, índice da bolsa de valores, risco-país consertam uma economia por uns meses talvez uns anos. Mas depois vem a dor-de-cabeça de novo! Agora se você cria uma nação empreendedora a economia fica sustentada por décadas.

O Estados Unidos é hoje a maior economia do mundo, não por causa do Tio Édige, mas porque a maior parte das coisas que consumimos hoje foram empreendimentos gerados lá 60 anos atrás (lembra que eu falei que o empreendedorismo dura décadas!). Pessoas como Walt Disney, Henry Ford, Alfred Sloan, Sam Walton são os exemplos desses milhares de pessoas que causaram isso na Economia americana.

E hoje como está a economia americana? Bem, o Tio Édige… ele não interessa! Mas quantos produtos usamos no nosso dia-dia que vêm dos EUA? São muitos, porém bem menos do que 10 anos atrás. Nosso celular favorito vem da Finlândia, nosso carro favorito vem do Japão, o software da nossa empresa foi feito na India , a tecnologia wireless da China, a mão de obra de todos os produtos de países asiáticos. Tirando os produtos da era de auge da economia americana de 60 anos atrás, temos o Iphone, e bem … o Iphone só.

Assim, O que afeta a Economia não é o Tio Édige, mas sim o Tio Steve Jobs!

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